Consórcio vai usar dados argentinos para trazer 66 milhões de doses da Sputnik V

Wellington Dias ressaltou que, no momento, aprovação da Anvisa ainda é entrave

Jorge Fernando Rodrigues, da CNN, em São Paulo
08 de abril de 2021 às 11:03 | Atualizado 08 de abril de 2021 às 20:11

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), representante Consórcio de Governadores do Nordeste, pretende importar doses da vacina Sputnik V e quer aproveitar dados divulgados pela Argentina para acelerar a aprovação do imunizante no Brasil.

Ao todo, viriam 66 milhões de doses, segundo a Anvisa, negociadas por estados do Norte e do Nordeste.

De acordo com Dias, já houve contato com autoridades argentinas para que enviem à Anvisa informações sobre os estudos feitos em cima da vacina russa. O país vizinho já aprovou a Sputnik V e a agência reguladora argentina faz parte da lista de nações reconhecidas por um projeto de lei aprovado no Congresso Nacional para validar o uso de vacinas contra a Covid-19.

Com o baixo número de vacinas no Brasil, o Consórcio de Governadores do Nordeste tenta se movimentar para trazer 66 milhões de doses da Sputnik V ao país. Para viabilizar isso, o grupo se reuniu nesta quarta-feira (7) com a Anvisa. Presidente do consórcio, o governador do Piauí Wellington Dias (PT) explicou que, no momento, a aprovação da agência ainda é um entrave para a chegada das doses — mas comemora o resultado do encontro.

“Tivemos uma vitória importante com a Anvisa, que é separar os processos de importação pelo Ministério da Saúde, pela União Química e pelo Consórcio do Nordeste,” disse o governador. “Queremos o cumprimento da lei 124 de 2021, que reconhece a situação de calamidade e adota medida em que é possível autorização excepcional de vacinas desde que aprovada por outra agência reguladora de uma lista estabelecida pelo Congresso."

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