Rio pode autorizar eventos a partir da próxima semana, diz Paes

Segundo o prefeito, decreto irá especificar todas as regras que os eventos vão precisar seguir para serem autorizados

Marcela Monteiro, da CNN no Rio de Janeiro
14 de maio de 2021 às 12:14 | Atualizado 15 de maio de 2021 às 08:40

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, disse nesta sexta-feira (14) em coletiva de imprensa que deve publicar na semana que vem um novo decreto que permitirá a volta de eventos na cidade. Segundo Paes, o decreto vai especificar todas as regras e protocolos de saúde que os eventos vão precisar seguir para serem autorizados. 

“Muito provavelmente na segunda-feira, nós devemos publicar um decreto em que nós estabelecemos a possibilidade da volta de realização de eventos com uma série de protocolos. Por exemplo, isso já está sendo feito em alguns países do mundo, você vai poder realizar evento desde que as pessoas todas sejam testadas, nesse teste mais rápido, no dia da realização do evento, retestadas um período depois”, falou o prefeito.

Paes também disse que pretende vacinar 90% dos adultos até outubro desse ano, o que permitiria a volta de festas tradicionais como Réveillon e Carnaval, e afirmou que a expectativa é de terminar a imunização de todas as pessoas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente (PCD) nas próximas duas semanas. 

"Chegando nessas condições a gente pode ter Réveillon, Carnaval. As pessoas poderão voltar a se abraçar”, afirmou. Questionado sobre os atrasos na entrega dos imunizantes e se as dificuldades de importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) não seriam um empecilho, o prefeito afirmou que o município tem capacidade de vacinar muito mais.

“Esse calendário foi discutido à exaustão. Não é uma visão excessivamente otimista. É até um cenário conservador, não ousado”, explicou. 

O prefeito aproveitou para reafirmar, também, que vai cobrar do governo federal quando os imunizantes atrasarem. “Quando o Butantan manda (a vacina) numa segunda-feira e a gente só recebe numa quinta. Um dia é angustiando para quem precisa tomar a segunda dose. A gente entende que precisa ter toda agilidade”, afirmou.

As declarações foram feitas na coletiva de divulgação do boletim epidemiológico da cidade que acontece semanalmente no Centro de Operações Rio (COR), na Cidade Nova, Região Central. De acordo com o levantamento apresentado, todas as 33 regiões administrativas do Rio de Janeiro estão agora com nível alto de transmissão, o segundo mais grave em uma escala de três. Por isso, as medidas restritivas da cidade foram prorrogadas até o dia 30 de maio.