Rio Negro registra a maior cheia em 119 anos em Manaus

Solimões também marca o maior nível de sua história e, no município de Itacoatiara, o rio Amazonas tem a segunda maior cheia já registrada

Juliana Elias, da CNN, em São Paulo
05 de junho de 2021 às 15:56 | Atualizado 05 de junho de 2021 às 19:08

Alguns afluentes do rio Amazonas estão registrando, neste mês, as maiores cheias de que já se teve notícia em sua história e estão na categoria que o Serviço Geológico do Brasil (SG-CPRM) classifica como inundação severa.

Neste sábado (5), o rio Negro atingiu 30 metros no Porto de Manaus, o maior nível em 119 anos, de acordo com o SGB. O recorde anterior, de 2012, já tinha sido superado na última segunda-feira (31), quando o nível do rio subiu a 29,98 metros.

Rio Negro atingiu 30 metros no Porto de Manaus neste sábado (5/06), o maior nível em 119 anos
Foto: Serviço Geológico do Brasil (5.jun.21)

 O rio Solimões também está no maior nível desde que seu volume de águas começou a ser medido, há 49 anos. Ele atingiu neste sábado, no município de Manacapuru (AM), 20,82 metros. Até então o recorde era de 2015.

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Rio Negro marcou a maior cheia em 119 anos, em ManausCrédito: Serviço Geológico do Brasil (5.jun.21)
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O rio Amazonas, medido em Itacoatiara (AM), está no segundo maior nível já registrado, tendo chegado agora aos 15,2 metros. O recorde, de 16,04 metros, foi observado em 2009. Em Manaus, os boletins mais recentes indicam que o Amazonas veio subindo a uma média de um centímetro por dia na última semana e segue também em estado de enchente severa.

A tendência para os próximos dias é que os níveis dos rios da região parem de subir e se estabilizem, de acordo com o SGB, com um processo de vazantes, nas semanas seguintes, que deve ser lento. Com isso, o patamar de cheia severa deve se prolongar ao longo das próximas semanas.

"O que determina a magnitude dessas cheias é a chuva que ocorre em todas as bacias que drenam para essa região, como a bacia do Negro, do Solimões e todos os seus afluentes (Purus, Juruá, Japurá, Jutaí e etc), incluindo suas áreas externas ao Brasil, na Colômbia, Peru e Equador", informou o SGB.