Ministro da Justiça anuncia envio da Força Nacional a Manaus após ataques

A pedido do governador Wilson Lima (PSC), reforço do efetivo será enviado pelo governo federal após incêndios a ônibus, viaturas e ambulâncias na cidade

Guilherme Venaglia, da CNN, em São Paulo
07 de junho de 2021 às 20:19 | Atualizado 07 de junho de 2021 às 21:27

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, anunciou nesta segunda-feira (7) o envio de tropas da Força Nacional para Manaus após ataques criminosos com incêndios em ônibus, viaturas e ambulâncias na última madrugada.

Segundo Torres afirmou em uma rede social, o uso das tropas da Força Nacional foi pedido pelo governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e visa "ajudar no restabelecimento da paz e da ordem na capital do estado".

Até o momento, as forças policiais no estado prenderam 31 pessoas suspeitas de envolvimento com os ataques. 

Os moradores de Manaus estavam sem transporte público na manhã desta segunda-feira (7). De acordo com o governo estadual, a onda de violência foi ordenada dentro de um presídio após a morte de um traficante.

O secretário de Segurança Pública do Amazonas, Louismar Bonates, afirmou à imprensa que entre os presos estão alguns dos líderes que comandavam os ataques. Nas ações, duas armas de fogo foram apreendidas, entre elas uma metralhadora.

Ônibus incendiado em Manaus, no Amazonas
Ônibus incendiado em Manaus, no Amazonas
Foto: Edmar Barros/Futura Press/Estadão Conteúdo

Para manter a situação controlada, mais de 40 barreiras de fiscalização foram montadas em toda a cidade para abordagens e vistorias de veículos. “O objetivo é vistoriar os carros para verificar se não estão levando combustível ou alguma arma de fogo. Um dos objetivos e determinação do governador Wilson Lima é que essas ações da polícia cheguem ao interior do estado", disse Bonates.

A visita a presídios está suspensa por tempo indeterminado justamente por conta da situação. O presidente da Assembleia Legislativa do estado, Roberto Cidade, enviou um ofício no domingo (6) à presidência da República para pedir intervenção das Forças Armadas em Manaus.