Cláudio Castro não envia explicação sobre ligação de Jairinho à Câmara do RJ

Segundo a polícia, o vereador acusado pela morte de Henry pediu ao governador que interferisse nas investigações sobre a morte do enteado

Camila Portes, da CNN, no Rio de Janeiro 
11 de junho de 2021 às 16:55 | Atualizado 11 de junho de 2021 às 17:01
O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC)
Governador se limitou a dizer que já se manifestou sobre o telefonema
Foto: André Melo Andrade/Immagini/Estadão Conteúdo

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), se limitou a dizer que já se manifestou sobre o telefonema que recebeu do vereador Dr. Jairinho (sem partido) após a morte de Henry Borel, quando questionado se iria responder ao Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores da capital fluminense.

“A Polícia Civil tem total autonomia para fazer seu trabalho. E foi exatamente o que aconteceu, com a Polícia Civil realizando uma investigação exemplar”, disse Castro, sem deixar claro se vai responder ao Conselho ou não. 

No mês passado, Castro foi notificado pelo Legislativo Municipal, onde foi vereador até 2018. O prazo dado ao governador se encerrou nesta quarta-feira (9), com tolerância de um dia, para que Castro pudesse explicar detalhadamente, por escrito, o que Jairinho havia lhe pedido após a morte da criança, no dia 8 de março.

Segundo a polícia, o vereador acusado pela morte de Henry pediu ao governador que interferisse nas investigações sobre a morte do enteado. 

O silêncio do governador surpreendeu Luiz Ramos Filho (PMN), relator do processo de cassação contra Jairinho. 

“Fiquei surpreso porque o Cláudio Castro foi nosso colega aqui na Câmara e esperava que ele fosse colaborar com este processo deste caso tão complicado. A sociedade cobra uma resposta e todas as informações são importantes para chegarmos a uma conclusão bem elaborada. Mas isso não vai prejudicar o nosso trabalho”, disse Luiz Ramos Filho.

O relator espera finalizar o parecer até o dia 16. “Justamente por ser um caso tão sensível, é necessário dar máxima celeridade. Vamos fazer o possível para concluir o processo o quanto antes”, afirmou Luiz Ramos Filho.