Aulas presenciais no RJ terão aumento da carga horária, diz secretário

Renan Ferreirinha afirmou à CNN que 97% da rede municipal de ensino já oferece o ensino presencial

Larissa Coelho e Rodrigo Maia, da CNN, em Brasília e São Paulo
21 de junho de 2021 às 17:27 | Atualizado 21 de junho de 2021 às 17:32

A partir desta terça-feira (22), mais 20 escolas municipais do Rio de Janeiro vão retomar o ensino presencial. Com a nova medida, 1.502 unidades municipais e mais de 8 mil alunos terão acesso às aulas presenciais na capital fluminense. 

Em entrevista à CNN Rádio, o secretário de Educação do município do Rio de Janeiro, Renan Ferreirinha, afirmou que 97% da rede municipal de ensino oferece, no momento, o ensino presencial. De acordo com o secretário, o retorno às escolas é opcional e fica a cargo de pais e responsáveis a decisão pelo presencial. 

Ferreirinha anunciou ainda o aumento da carga horária das atividades presenciais. “Nós estamos passando de três horas diárias, que era o turno reduzido, para quatro horas, nas escolas de turno parcial, e pra seis horas nas de turno único.”

Segundo Renan Ferreirinha, a expectativa é que o aumento no tempo de permanência das escolas incentive o retorno presencial. “Cerca de 75% dos alunos de escolas que ainda não retornaram às atividades presenciais têm interesse no ensino presencial e imaginamos que esse número deve aumentar ainda mais.” 

Segurança sanitária nas escolas 

De acordo com o secretário, há uma preocupação com o retorno das atividades presenciais do ponto de vista sanitário. “Desenvolvemos um protocolo sanitário referenciado pelos principais documentos ao redor do mundo, aprovado pelo nosso comitê científico, e com isso começamos o processo de retomada das aulas presenciais.” 

“Nós não condicionamos o retorno presencial à vacinação, por acreditar que a educação é um serviço essencial e tem uma importância muito grande na nossa sociedade, mas nós tratamos como prioridade. Além disso, nós já vacinamos todos os profissionais de educação do Rio de Janeiro”, afirmou o secretário. 

Desafios no ensino

Quanto às dificuldades do ensino remoto, Renan Ferreirinha avalia que o maior desafio é o engajamento dos alunos. “O ensino remoto precisa funcionar. A realidade é híbrida, ela tem tanto a parte presencial, quanto a remota para complementar. Para isso, a gente vem acertando, através da TV, com 10 horas diárias de programação, com o aplicativo RioEduca em Casa, além de material impresso. O mais difícil é o engajamento dos alunos. Por isso pedimos às famílias, profissionais e especialmente aos alunos que não desistam de estudar remotamente.”

O secretário Renan Ferreirinha aponta ainda três pilares essenciais para a recuperação do conteúdo perdido durante os meses de interrupção das atividades presenciais: currículo, avaliação e formação.

“Esses três pilares precisam se conversar e atualizar um ao outro. Nós temos um processo constante de avaliação no fim de cada bimestre. Realizamos a primeira atividade diagnóstica no final do primeiro bimestre desse ano com a participação de, em média, 78% dos nossos alunos”. 

Do ponto de vista socioemocional, Ferreirinha aponta o trabalho de acolhimento dos profissionais da educação como item fundamental do retorno. “Acreditamos que nesse processo de formação é importante o acolhimento. Precisamos resgatar o vínculo das nossas crianças, mas também dos nossos profissionais.”

“Lançamos um projeto de saúde mental para os profissionais da educação do Rio de Janeiro, para que possamos dar todo o suporte num momento de tantas incertezas e dificuldades que tem sido essa pandemia”, disse o secretário.  

Mais 20 escolas municipais do Rio de Janeiro vão retomar o ensino presencial
Foto: Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo