Até agosto discutiremos obrigatoriedade de volta às aulas em SP, diz secretário

Para Rossieli Soares, é preciso acelerar a volta às aulas para minimizar os impactos da pandemia nos estudantes

Gregory Prudenciano, da CNN, em São Paulo
12 de julho de 2021 às 15:55

São Paulo deve decidir até o mês de agosto quando será obrigatória a volta às aulas nas escolas do estado, afirmou à CNN nesta segunda-feira (12) o secretário de Educação do estado, Rossieli Soares. De acordo com o secretário, é importante acelerar a volta definitiva às aulas presenciais para minimizar os prejuízos educacionais impostos pela pandemia de Covid-19. 

"Não será obrigatório [o envio de crianças às escolas] pelas famílias em agosto, mas será discutido daqui até agosto quando será esse momento para o retorno obrigatório a nossas escolas. É um direito da criança e um dever nosso", afirmou Rossieli. 

O secretário aposta no avanço da vacinação contra a Covid-19 como fator importante para facilitar a volta às aulas presenciais. No domingo (11), o governador João Doria (PSDB) anunciou que no dia 23 de agosto o estado de São Paulo começará a vacinar adolescentes entre 12 e 17 anos, processo que deverá ser finalizado até 30 de setembro. 

À CNN, Rossieli Soares disse que a volta às aulas em São Paulo se dará com o reforço de medidas de segurança, ainda que o processo de vacinação corra conforme planejado. 

"A partir de agosto, aqui no estado de São Paulo, vamos voltar com um metro de distanciamento, olhando a capacidade física, [para ver] quantas pessoas podem estar em determinado ambiente com o distanciamento adequado, com uso de máscaras, álcool em gel, toda a segurança que é necessária", afirmou Rossieli. 

Nessa volta, explicou o secretário, o critério utilizado para o preenchimento de vagas nas salas de aula não será uma fração dos alunos matriculados na unidade, mas sim quantos alunos podem ser suportadas em cada sala mantendo-se um metro de distanciamento entre eles. Rossieli afirmou que as escolas de São Paulo estão se preparando para receber os alunos, e R$ 1,5 bilhão foi destinado a reformas nas unidades escolares.

Estudantes acompanham aula em escola na Zona Leste da capital paulista, em 15/06/2021
Foto: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

Críticas ao Ministério da Educação

Rossieli Soares criticou a maneira como o Ministério da Educação (MEC), chefiado por Milton Ribeiro, vem enfrentando a pandemia. Para o secretário da Educação de São Paulo, o ministro tem "passado vergonha" diante de outros países por fazer pouco para impedir que a volta às aulas no Brasil demorasse.

"No meu entender, faltou uma parte de liderança do próprio Ministério da Educação, especialmente durante o ano passado. Em vários momentos poderia ter colocado mais força, mais energia, poderia ter brigado mais pela vacina para os professores", pontuou. "Tem uma série de coisas que a gente poderia ter se tivesse a liderança e a articulação do ministério desde o ano passado". 

Vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos

Segundo o governo do estado, entre os dias 23 de agosto e 5 de setembro serão vacinados adolescentes com comorbidades, pessoas com deficiência ou garotas gestantes. A vacinação por idade seguirá o seguinte calendário: 

  • 6 a 19 de setembro: adolescentes entre 17 e 15 anos
  • 20 a 30 de setembro: adolescentes 14 e 12 anos