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    A cada seis dias, um agente de segurança é morto no Rio de Janeiro

    52 servidores morreram este ano. O caso mais recente é o da PM Vaneza Lobão

    Policial militar Vaneza Lobão, morta em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro
    Policial militar Vaneza Lobão, morta em Santa Cruz, na zona oeste do Rio de Janeiro Reprodução/redes sociais

    Isabelle Salemeda CNN

    A cada seis dias, em média, um agente de segurança é morto no Rio de Janeiro. Em 2023, 52 servidores foram mortos em ações violentas no Estado do Rio de Janeiro. Entre eles, 46 eram da Policia Militar, sendo que nove estavam em serviço no momento em que perderam a vida, 29 estavam de folga, quatro eram reformados e quatro, da reserva.

    Além disso, três vítimas eram policiais penais, um policial civil, um agente do Corpo de Bombeiros e um da Guarda Municipal. Os dados foram levantados pelo Disque Denúncia.

    O último caso registrado foi o homicídio da policial militar Vaneza Lobão, de 31 anos, morta com um tiro de fuzil em frente à casa onde morava em Santa Cruz, na zona oeste do Rio, na noite desta sexta-feira (24).

    Polícia civil investiga o homicídio

    Segundo as investigações, criminosos encapuzados estavam esperando pela PM em um carro preto. Eles dispararam contra ela e fugiram.

    A 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM) foi acionada ao local, assim como a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que investiga o caso. Segundo a polícia civil, diligências estão em andamento para apurar a autoria do crime e esclarecer os fatos.

    Existe uma suspeita de que a ação foi motivada pela atuação de Vaneza no setor dedicado da PM dedicado à investigação de milicianos e contraventores, na 8ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM). A PM acompanha e colabora com as investigações.

    Em nota, a Secretaria de Estado de Polícia Militar repudiou veementemente e lamentou profundamente a morte da agente. O cabo estava na corporação desde 2013. O corpo dela foi sepultado na tarde deste domingo (26), no Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste do Rio de Janeiro.

    No sábado (25), o Disque Denúncia divulgou um cartaz para obter informações que levem aos criminosos.

    Pelas redes sociais, o governador Cláudio Castro lamentou a morte da PM. “Desejo meus sentimentos aos familiares e amigos da agente. Já determinei que a investigação seja feita imediatamente para que possamos punir com os rigores da lei os culpados”, postou.