Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Adolescentes são apreendidos no Rio por estupro e indução de automutilação na internet

    Jovens eram chantageadas e constrangidas a se automutilarem com cortes com navalha nos braços, pernas, seios e genitália; crime era transmitido ao vivo

    Rafaela Cascardoda CNN

    no Rio de Janeiro

    Dois adolescentes foram apreendidos nesta terça-feira (27) acusados de associação criminosa, induzimento, instigação ou auxílio a suicídio e estupro na internet.

    Um jovem de 17 anos foi apontado pela Polícia Civil como um dos principais organizadores do grupo. Ele foi encontrado pelos agentes em Pedra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro. Outro adolescente de 14 anos foi apreendido em Volta Redonda, no sul Fluminense.

    As investigações da operação Dark Room (quarto escuro, em inglês) começaram em março, após o compartilhamento de dados de inteligência com a Polícia Federal (PF) e Polícias Civis de diversos estados do país.

    A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima do Rio afirma que empregou modernas técnicas para apurar os crimes cometidos na plataforma Discord, um aplicativo de comunicação feito inicialmente para a comunidade “gamer” e que acabou se popularizando entre jovens e adolescentes para outros fins.

    No aplicativo, os agentes encontraram registros de animais sendo mutilados e sacrificados como parte de desafios impostos pelos administradores como condição para membros ganharem cargos, o que se traduzia em permissões e acesso a funções dentro do grupo. A maioria das ações era transmitida ao vivo em chamadas de vídeo para todos os usuários.

    Adolescentes também eram chantageadas e constrangidas a se automutilarem com cortes com navalha nos braços, pernas, seios e genitália. As vítimas eram escolhidas em perfis abertos das redes sociais ou até mesmo indicadas por integrantes do grupo. Grupos públicos no aplicativo Telegram eram criados posteriormente para publicar os vídeos e expor as vítimas dos estupros virtuais.

    No aplicativo, os agentes encontraram registros de animais sendo mutilados e sacrificados / Divulgação/Polícia Civil