Aeronave apreendida pela PF com 77 kg de ouro estava com sequestro criminal

Veículo em que foram encontradas três malas com barras de ouro avaliadas em R$ 23 milhões não estava autorizado a ser utilizado

Fabrício Juliãoda CNN

em São Paulo

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A aeronave apreendida na quarta-feira (4) pela Polícia Federal com 77 kg de ouro era objeto de sequestro criminal em outro inquérito policial e, portanto, não poderia ser utilizada, segundo informações divulgadas pela PF.

Dentro do veículo foram encontradas 3 malas contendo barras de ouro estimados em R$ 23 milhões. O metal, que seria oriundo do Mato Grosso e Pará, foi encaminhado para realização de perícia em laboratório específico da PF.

A Polícia Federal comunicou que as circunstâncias da utilização proibida da aeronave serão apuradas.

Seis suspeitos foram conduzidos a uma delegacia em Sorocaba, na qual foi instaurado inquérito policial para apurar a possível prática dos crimes de usurpação de bens da União e receptação doloso.

A CNN recebeu informações de que há policiais militares entre os presos. Um deles é o tenente Marcelo Tasso, um dos chefes da Casa Militar do governo de São Paulo.

O empresário Dirceu Frederico Sobrinho afirmou que o ouro apreendido pertence a sua empresa FD Gold, mas negou que o material tenha sido obtido por meio de garimpo ilegal.

“Estou aqui para fazer um esclarecimento quanto a esse ouro que foi retido quanto a averiguação da Polícia Federal, que está em toda a rede nacional, para declarar que ele pertence a minha empresa FD Gold”, disse o empresário.

“O ouro foi comprado sob permissão de lavra garimpeira concedida, e não pertence à área indígena nem a garimpos ilegais”, acrescentou.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que “foi elaborado BO de averiguação de extração irregular de minério”.

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