Alerj vota hoje revogação da Medalha Tiradentes concedida a Jairinho

Honraria é concedida pelo governo do Rio por serviços prestados à humanidade; vereador afastado e Monique Medeiros foram indiciados pela morte de Henry Borel

Dr. Jairinho foi indiciado pela Polícia Civil do Rio por homicídio duplamente qualificado.
Dr. Jairinho foi indiciado pela Polícia Civil do Rio por homicídio duplamente qualificado. Foto: Vitor Brugger - 8.mar.2021/Am Press & Images/Estadão Conteúdo

Cleber Rodrigues, da CNN, no Rio de Janeiro

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A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) vota nesta quarta-feira (19) o pedido para revogar a Medalha Tiradentes concedida ao vereador afastado Dr. Jairinho (sem partido), preso suspeito de matar o enteado Henry Borel, de 4 anos.

Na sexta-feira (14), um parecer favorável à revogação foi publicado no Diário Oficial. No documento, o relator da Comissão de Normas Internas e Proposições Externas da Alerj, Rodrigo Bacellar (Solidariedade), afirmou que o crime investigado não condiz com a honraria.

“Por considerar que os atos praticados violam os serviços prestados à humanidade, voto pela aprovação da proposta e revogação da resolução 207/2007”, diz o documento.

A Medalha Tiradentes é concedida a personalidades que tenham prestado bons serviços à humanidade.

O pedido para revogar a honraria foi feito pelo deputado estadual, Noel de Carvalho (PSDB).

“Esse caso trouxe à tona um comportamento do vereador que não está a altura de um homem público e de um médico. São muitas questões envolvendo o Doutor Jairinho, por isso espero que meus pares votem pela revogação da medalha. Sou pai, avô e bisavô e a morte do menino Henry dói na nossa alma”, disse Noel de Carvalho.

Presos desde o dia 8 de abril, Jairinho e Monique Medeiros foram indiciados pela Polícia Civil do Rio por homicídio duplamente qualificado por emprego de tortura e incapacidade na morte do garoto Henry Borel, de 4 anos. Os dois negam as acusações.

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