Amazonas se torna o estado com maior taxa de óbitos por Covid-19 no Brasil

O estado vive uma grave crise, resultado do avanço da segunda de coronavírus, e convive com falta de oxigênio nos hospitais

Enterros de pessoas que faleceram por causa da Covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida em Manaus (AM)
Enterros de pessoas que faleceram por causa da Covid-19 no cemitério Nossa Senhora Aparecida em Manaus (AM) Foto: Sandro Pereira/Estadão Conteúdo

Leandro Resendeda CNN

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O Amazonas ultrapassou o Rio de Janeiro e se tornou o estado com maior a maior taxa de mortalidade por Covid-19 no Brasil desde o começo da pandemia. São 171,87 óbitos a cada 100 mil habitantes, de acordo com dados da plataforma Monitora Covid-19, da Fiocruz.  

O estado vive uma grave crise, resultado do avanço da segunda de coronavírus, e convive com falta de oxigênio nos hospitais das redes pública e particular. Até dezembro o Rio tinha a maior taxa de mortalidade no País.  

Na última semana, o Amazonas registrou média de 135 óbitos, o que faz o estado subir no ranking semanal, perdendo apenas para São Paulo – que tem população dez vezes maior. A taxa de mortalidade registrada no Amazonas é maior que a dos piores momentos da pandemia em países como a Itália, que viveram dias dramáticos em meados de 2020. 

No ranking, o Rio de Janeiro continua com mortalidade elevada. São 166 óbitos a cada 100 mil habitantes desde março de 2020. Na sequência aparecem Distrito Federal (147), Espírito Santo (140), Mato Grosso (139,5) e Roraima (130). São, ao todo, 14 estados com taxa de mortalidade acima de 100 mil habitantes. 

Os números, segundo o pesquisador e vice-diretor do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde, da Fiocruz, Christovam Barcellos, trazem um dado ainda pior: a altíssima taxa de letalidade da doença, ou seja, as chances de alguém morrer se contrair covid no Amazonas.  

“O valor observado para o Amazonas é de 5,0%, só abaixo do verificado no Rio de Janeiro, com valor de 5,3%. A taxa de letalidade no Brasil varia entre 1 e 2% e indica que há um excesso de mortes em relação aos casos registrados, indicando que não está havendo atenção e vigilância nos setores básicos da rede de saúde e que muitas pessoas podem estar morrendo em casa e sem atenção”, afirmou.

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