Apagão em cidades de RJ e MG não tem relação com crise hídrica, diz ONS

Falha técnica na linha de transmissão de Furnas provocou a interrupção do fornecimento de energia por pouco mais de uma hora

Imagem da hidrelétrica de Furnas em São José da Barra
Imagem da hidrelétrica de Furnas em São José da Barra 7/09/2021REUTERS/Washington Alves

Isabelle Resendeda CNN

no Rio de Janeiro

Ouvir notícia

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) garantiu que a falta de energia em cidades dos estados do Rio de Janeiro e de Minas Gerais, na noite de sábado (18), não teve relação com a crise hídrica no país. De acordo com Furnas, uma falha na Subestação de Rocha Leão, localizada no município de Rio das Ostras, Região dos Lagos fluminense, provocou o desligamento do sistema por pouco mais de uma hora.

O problema na linha de transmissão aconteceu às 21h21, e o fornecimento para a distribuidora de energia foi restabelecido às 22h32. A empresa responsável pela geração de energia às distribuidoras ainda analisa as causas do apagão.

De acordo com o sistema de supervisão do Operador, houve interrupção de 696 MW na carga. Às 22h32, o abastecimento estava 100% normalizado. O ONS vai avaliar as causas da ocorrência e ressaltou que o episódio não tem relação com a falta de chuvas no país.

O episódio foi relatado por diversos moradores através das redes sociais. Em algumas regiões, moradores chegaram a ficar uma hora e meia sem energia.

A Enel Rio, concessionária responsável pela distribuição de energia para 66 municípios do estado do Rio de Janeiro, informou que o problema atingiu parte da Região dos Lagos, Macaé, Cantagalo e Teresópolis. E que o fornecimento foi normalizado para todos os clientes às 22h32.

Em nota, a concessionária Energisa, responsável pelo fornecimento de energia para seis cidades do Rio e outras 66 do estado de Minas Gerais, informou que a situação que impactou a cidade Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, e outros 60 municípios da concessão de Minas Gerais, e que o fornecimento foi restabelecido de forma gradativa.

Para reduzir os riscos de interrupção de energia em áreas consideradas problemáticas, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está organizando um leilão de reserva de capacidade energética, que está previsto para acontecer no dia 21 de dezembro. De acordo com a EPE, foram inscritos 132 projetos que, somados, podem adicionar 50,6 mil megawatts de potência ao Sistema Interligado Nacional.

A informação foi anunciada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), estatal vinculada ao Ministério de Minas e Energia, sediada no Rio de Janeiro.

O total oferecido seria suficiente para abastecer mais de 50 milhões de residências. O principal combustível escolhido pelas empresas que apresentaram projetos para a geração termelétrica foi o gás natural, responsável por 47 mil megawwatts, ou 92% do total proposto. O combustível é seguido pelo carvão mineral (1,4 mil mw), pelos óleos combustível (1,2 mil) e pelo diesel (568 mw).

O total ofertado não será, necessariamente, contratado pelo governo. Isto porque as empresas proponentes ainda precisam passar pela análise do Ministério para habilitação. O anúncio das aprovadas nessa etapa será realizada no dia 6 de dezembro. Além disto, a pasta ainda não definiu a demanda que será contratada no leilão.

A quantidade de energia contratada será definida pelo Ministério de Minas e Energia, com base em estudos técnicos conduzidos pela EPE e pelo Observatório Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A iniciativa procura atender o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2030), publicado em agosto de 2020.

Com informações de Anna Gabriela Costa

Mais Recentes da CNN