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    Após apagão, Janja faz post citando a privatização da Eletrobras

    Primeira-dama fez referência à capitalização da empresa no ano passado; fontes disseram à CNN que linha que sofreu sobrecarga e gerou apagão é da companhia

    Gabriel Fernedada CNN

    São Paulo

    Após um apagão atingir todas as regiões brasileiras nesta terça-feira (15), a esposa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Rosângela da Silva, a “Janja”, citou a privatização da Eletrobras em uma publicação nas redes sociais.

    “A Eletrobras foi privatizada em 2022. Era só esse o tuite”, disse a primeira-dama.

    Um apagão atingiu todas as regiões do Brasil na manhã desta terça-feira. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), uma ocorrência na rede de operação do Sistema Interligado Nacional (SIN) interrompeu 16 mil megawatts (MW) de carga.

    Fontes informaram para a âncora da CNN Raquel Landim que a linha de transmissão de energia no Ceará que sofreu uma sobrecarga e gerou o apagão é da Eletrobras.

    Durante entrevista coletiva na tarde de hoje, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, havia dito que não sabia se a linha onde ocorreu a falha era da Eletrobras, e comentou o posicionamento de Janja.

    “O que a primeira-dama ‘tuitou’ nada mais é do que uma afirmativa textual. A Eletrobras foi privatizada em 2022. Mas eu vou além disso: ela foi privatizada às vésperas de uma eleição, num ano eleitora”l, disse o ministro. “Portanto, eu vejo apenas como uma manifestação natural e real de um fato que realmente aconteceu e que gera instabilidade para o sistema elétrico nacional”.

    A Eletrobras foi privatizada em 2022. A capitalização da empresa foi criticada por Lula durante o período eleitoral.

    “Cerca de 33 milhões de brasileiros estão passando fome. As pessoas são obrigadas a escolher entre comprar comida ou pagar a conta de luz, que não para de subir. E o que faz o governo? Privatiza a Eletrobras, para aumentar ainda mais a conta de luz”, escreveu Lula na época.

    Ainda durante a coletiva nesta terça, o ministro de Minas e Energia afirmou que a privatização da Eletrobras “fez muito mal” ao sistema elétrico.

    “Todos conhecem minha posição com relação à privatização. O setor estratégico para segurança do país, inclusive para segurança alimentar, energética, como o setor elétrico de um país, em especial com uma dimensão territorial como a do Brasil, não deveria ser privatizado”, disse.

    Na segunda-feira (14), O CEO da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior, renunciou ao cargo, segundo comunicado emitido aos investidores. O pedido foi acatado pelo conselho de administração da empresa.

    O comunicado não informou a razão para o pedido de saída de Wilson Ferreira.

    Para o seu lugar, o colegiado da Eletrobras elegeu Ivan de Souza Monteiro. Antes, ele ocupava a Presidência do conselho de administração.