Após vacinação de profissionais da educação, Rio prevê ampliar ensino presencial

Secretário de Educação quer volta de alunos em 98% das escolas e fala em ampliar tempo das aulas

Retomada às aulas presenciais na Escola Municipal Marília de Dirceu, em Ipanema, no Rio de Janeiro
Retomada às aulas presenciais na Escola Municipal Marília de Dirceu, em Ipanema, no Rio de Janeiro Foto: João Gabriel Alves/Enquadrar/Estadão Conteúdo (21.abr.2021)

Marcela Monteiro, da CNN, no Rio de Janeiro

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A Prefeitura do Rio de Janeiro planeja aumentar o período dos alunos em sala de aula de 3h para 4h30. O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, confirmou a expectativa nesta quarta-feira (9), dia destinado para vacinação contra Covid-19 dos trabalhadores da educação básica entre 18 e 42 anos.

Com esses profissionais imunizados, o município também prevê ampliar o número de escolas com o ensino presencial. “A nossa expectativa para esse mês é chegar a 98% das nossas escolas. Somente as escolas com infraestrutura mais crítica, que precisam de reformas mais significativas, ainda precisarão esperar um pouco mais para o retorno presencial”, afirmou enquanto acompanhava a vacinação na escola municipal Barão de Itacurussá, na Tijuca, na zona norte. 

A reabertura da rede municipal teve início no fim de fevereiro, com apenas 2% das unidades. Atualmente, 95% delas, cerca de 1.460, retomaram as atividades presenciais, mas com período reduzido. Outra reformulação em andamento é a diminuição da distância entre as carteiras, segundo Ferreirinha.  

“Recentemente, o comitê científico da prefeitura recomendou a diminuição do distanciamento entre carteiras de 1,5 metro para 1 metro, seguindo a orientação da OMS, que já passa a utilizar 1 metro como sua recomendação oficial. Isso vai permitir que nós tenhamos uma nova configuração das carteiras na sala de aula, com novos grupamentos, fazendo com mais tempo as crianças possam permanecer nas escolas”, apontou. 

Devido às condições impostas pela pandemia, a prefeitura manterá o ensino híbrido, com parte das atividades remotas, mas mantém a opção pela ampliação do ensino presencial, considerando a questão social envolvida.

“A escola é insubstituível. Não há outro equipamento público que se compare. É segurança para a família que precisa trabalhar, para a criança que entende que, na escola, passa por um processo de aprendizagem, de socialização. Garantia, também, de segurança alimentar. Para muitos, é o único prato do dia”, defendeu o secretário.

A cidade do Rio de Janeiro vacina nesta quarta-feira, exclusivamente, profissionais da área da educação básica, tanto da rede pública como privada. Na próxima semana será a vez de trabalhadores do ensino técnico e superior. No dia 23 de junho, acontece a repescagem para esse grupo.

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