Aras afirma que casos como a violência ao povo Yanomami não ficarão impunes

Em meio ao caso de estupro e morte de menina indígena, ainda sem conclusão da investigação, PGR decide reforçar equipe com 30 procuradores para cuidar da região amazônica

Procurador-geral da República, Augusto Aras
Procurador-geral da República, Augusto Aras 26/09/2019REUTERS/Adriano Machado

Basília Rodriguesda CNN

em Brasília

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O procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou à CNN que terá nesta sexta-feira (6) uma “primeira conversa” com procuradores da região amazônica sobre casos de violência contra a população indígena, entre eles, a denúncia de que uma menina Yanomami teria sido estuprada e morta.

“No que depender de mim, crimes como este não ficarão impunes e serão tratados com prioridade por este Procurador-geral. Vou discutir esse e outros casos de violência contra a população indígena da Amazônia com os procuradores da região. Hoje será a primeira conversa. Pretendo falar também com os integrantes do MPF de todos os estados da Amazônia”, afirmou.

O caso de violência a uma aldeia Yanomami em Roraima ganhou repercussão e causou comoção em toda região. Nesta quinta, Aras desembarcou no Pará.

“Vim ao Pará para conhecer de perto a realidade atualizada de dois problemas que preocupam a PGR e exigem nossa atenção: as questões ambientais e indígenas. O Pará tem problemas próprios e específicos que exigem nossa atenção. Cabe à PGR garantir estrutura e pessoal, para dar apoio aos procuradores da república que atuam em casos daqui. Mas me chama a atenção o caso da denúncia de que uma indígena Yanomami teria sido violentada e morta em outra região da Amazônia”, disse à CNN.

O procurador-geral da República designou, nesta sexta-feira, 30 procuradores para cuidarem de assuntos e investigações socioambientais, na região amazônica.

Dez desses postos terão atribuição regional, sendo cinco destinados para a área da Amazônia Ocidental, que compreende os estados do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, e cinco para a Amazônia Oriental, que são Amapá, Mato Grosso e Pará. Os outros procuradores designados irão cuidar de atividade de coordenação.

De acordo com a procuradoria, a decisão de designar novos procuradores para a região atende à proteção de unidades de conservação e à defesa dos direitos de povos indígenas e comunidades tradicionais.

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