PF prende garimpeiro condenado por genocídio de indígenas Ianomâmi

Eliézio Neri foi condenado pelo extermínio de 12 indígenas em ataque ocorrido em 1993; foi a primeira condenação por genocídio pela Justiça brasileira

Aldeia ianomâmi na floresta amazônica em Roraima (18/04/2016)
Aldeia ianomâmi na floresta amazônica em Roraima (18/04/2016) Foto: Bruno Kelly/Reuters

Vianey Bentesda CNN

Brasília

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A Polícia Militar de Boa Vista (RR) prendeu nesta sexta-feira (6) o garimpeiro Eliézio Neri, de 62 anos, condenado pela Justiça pelo extermínio de indígenas na Terra Ianomâmi, na fronteira do Brasil com a Venezuela, em 1993.

O “Massacre de Haximu”, em 1993, foi o primeiro a ser reconhecido como genocídio pela Justiça brasileira, quando 12 ianomâmis foram mortos por garimpeiros ilegais, em Roraima, na fronteira com a Venezuela. Entre os mortos estavam mulheres, crianças e até bebês.

A Polícia Federal disse que soube, por meio do serviço de inteligência, que o garimpeiro chegaria a Boa Vista pela rodoviária e comunicou a PM, que realizou a prisão. Eliézio Neri foi abordado em um supermercado.

O mandado de prisão contra Neri foi expedido em 2018 pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, mas ele estava foragido.

Após ser preso, o garimpeiro foi levado para a superintendência da PF e, em seguida, encaminhado ao Sistema Prisional de Roraima, onde ficará à disposição da Justiça.

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