Até 2050, eventos climáticos extremos serão corriqueiros, alerta Inpe

À CNN, Lincoln Muniz Alves destacou que enchentes, altas temperaturas e secas serão cada vez mais frequentes

Sol e calor na praia da Barra da Tijuca, na zona Oeste do Rio de Janeiro
Sol e calor na praia da Barra da Tijuca, na zona Oeste do Rio de Janeiro Foto: Carlos Monteiro/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Amanda Garcia, da CNN Rádio

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Um estudo da Fapesp apontou que as secas na América do Sul podem aumentar até o fim do século. Segundo o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Lincoln Muniz Alves, que é o coautor do artigo, eventos climáticos extremos como esse serão cada vez mais frequentes.

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (13), ele disse que o levantamento mostra que a mudança climática é uma realidade.

“Isso está relacionado a emissões de gases estufa, olhando o planeta como um todo, mas no caso da América do Sul e do Brasil, também há impactos relacionados ao desmatamento, de alguma maneira afeta o equilíbrio hídrico do planeta”, explicou.

Segundo Lincoln, “o que mais assusta é o aumento da frequência e intensidade” dos eventos extremos. “Essa seca no Sudeste, que vimos também em 2014 e 2015, está cada vez mais frequente, uma das principais conclusões é saber que em um futuro próximo, independente do cenário de mais ou menos emissões, esses recordes quebrados de altas temperaturas e eventos extremos poderão virar eventos corriqueiros.”

“E não é no horizonte tão longo, até 2050, se os países não conseguirem mitigar as emissões com o Acordo de Paris, altas temperaturas, enchentes e secas vão acontecer com mais frequência”, completou.

De acordo com o pesquisador, uma mudança neste quadro só será possível se os países se comprometerem a mitigar as emissões de gases, com políticas públicas.

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