Aulas presenciais devem evitar catástrofe educacional, diz coordenadora da Unesco

À CNN, Rebeca Otero avaliou como acertada a decisão do retorno dos alunos nas escolas, mas reforçou necessidade de protocolos sanitários

Atividades escolares durante a pandemia de Covid-19 na cidade de Jundiaí (SP)
Atividades escolares durante a pandemia de Covid-19 na cidade de Jundiaí (SP) Prefeitura de Jundiaí

Amanda GarciaBel Camposda CNN

em São Paulo

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A coordenadora de Educação da Unesco no Brasil, Rebeca Otero, vê a decisão da retomada das aulas presenciais nas escolas como acertada.

Em entrevista à CNN, ela afirmou que há “grande preocupação” com o déficit educacional durante o período da pandemia, além da possibilidade do aumento da evasão escolar.

“Muitas crianças, quando afastadas por um longo período, têm retrocesso no aprendizado e isso faz com que não queiram mais voltar para escola”, explicou.

Para reverter isso, Rebeca defende que as escolas “façam busca ativa dos estudantes e criem condições de recuperação do aprendizado, vejam todos os aspectos para preparar os professores para isso, vamos evitar essa catástrofe, esse é o objetivo da retomada.”

Nesta quarta-feira (13), São Paulo anunciou a retomada de 100% dos alunos dentro das escolas e já são nove estados com obrigatoriedade do ensino presencial.

“É importante dizer que o impacto da pandemia na educação é muito grande, nossos estudantes têm perdas educacionais, é urgente a volta às aulas”, reforçou.

A coordenadora destaca que a maioria absoluta dos professores está vacinada contra a Covid-19 e que protocolos como “ventilação de sala, uso de máscara, lavagem de mãos, são essenciais”, além da conscientização dos alunos para que não formem aglomerações.

“Outra coisa importante é a vigilância epidemiológica, monitoramento de casos suspeitos ou confirmados, afastamento desses casos, para que consiga minimizar qualquer risco de transmissão”, completou.

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