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    Bombeiros resgatam corpos de vítimas de queda de helicóptero em SP

    Corpos serão levados por via terrestre ao IML de São José dos Campos

    Adriana De Lucada CNN

    Em Paraibuna

    O Corpo de Bombeiros de São Paulo confirmou que retirou de dentro da aeronave, na manhã deste sábado (13), os corpos das quatro vítimas do acidente com o helicóptero de prefixo PR-HDB, que estava desaparecido desde o dia 31 de dezembro e foi encontrado ontem (12) em uma área de mata em Paraibuna, no interior de São Paulo.

    De acordo com o Major Cezar Augusto Silva, do Comando de Aviação da Polícia Militar, os corpos serão levados por via terrestre para o Instituto Médico Legal (IML) da cidade de São José dos Campos.

    Num primeiro momento, os Bombeiros planejavam retirar os corpos usando uma aeronave, porém, por conta do mau tempo na região, optaram pela retirada terrestre. A área onde o helicóptero foi encontrado é de muito difícil acesso.

    Na sexta-feira, o trabalho chegou a ser interrompido também em razão do mau tempo. Quando a aeronave foi encontrada, agentes do Comando de Aviação da Polícia Militar tiveram de fazer rapel para chegar até o local.

    O helicóptero ia de São Paulo a Ilhabela quando desapareceu, no dia 31 de dezembro. Investigações preliminares apontam que o piloto estava tentando voltar para a capital paulista quando caiu na mata.

    O piloto chegou a fazer um pouso de emergência em Paraibuna. Ele decolou e, segundo a polícia, caiu poucos minutos depois. A distância entre a área do pouso e o local onde os destroços foram encontrados é de aproximadamente 10 quilômetros. Uma das passageiras mandou ao namorado uma foto do ponto de pouso, mas não sabia precisar a localização.

    Quem eram as vítimas

    Raphael Torres de Oliveira

    Raphael tinha 41 anos e era proprietário da empresa Comexpharma Assessoria, Comércio, Representação, Importação e Exportação de Medicamentos.

    O empresário era amigo do piloto do helicóptero e convidou as outras duas passageiras para o voo que iria para Ilhabela.

    Luciana Rodzewics

    Luciana tinha 46 anos e era empresária e vendedora. Ela era amiga de Raphael havia cerca de 20 anos e foi convidada por ele para voar rumo ao litoral norte na véspera do Réveillon.

    Ela tinha uma loja de roupas femininas chamada Mund Girls.

    No dia 31 de dezembro, pouco depois da decolagem, ela postou um vídeo no Instagram da loja mostrando o momento em que o helicóptero com as quatro pessoas a bordo sobrevoava a capital paulista.

    No vídeo, ela exibe um copo com a mensagem: “vem aí 365 oportunidades”, em alusão ao Ano-Novo.

    Letícia Ayumi Rodzewics Sakumoto

    Filha de Luciana, Letícia tinha 20 anos e era dona de um salão de manicure na zona norte de São Paulo. Antes, ela teve uma loja de peças e acessórios para celular.

    Letícia era namorada do militar Henrique Thiofilo Stellato, que é da Força Aérea Brasileira. Ele chegou a organizar uma vaquinha para arrecadar fundos para contratar equipes particulares para ajudar nas buscas pelo helicóptero.

    Cassiano Tete Teodoro

    Era o piloto da aeronave. Tinha 44 anos e teve a licença e as habilitações cassadas em setembro de 2021 pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por “condutas infracionais graves à segurança da aviação civil”. A Anac diz que ele chegou a recorrer, mas a decisão foi mantida.

    “Cassiano Tete Teodoro foi cassado em decorrência, entre outros motivos, de evasão de fiscalização, fraudes em planos de voos e práticas envolvendo transporte aéreo clandestino”, acrescenta a Anac.

    Ainda de acordo com a agência, “em outubro de 2023, após observar prazo máximo legal para a penalidade administrativa de cassação, que é dois anos, o piloto retornou ao sistema de aviação civil ao obter nova licença com habilitação para Piloto Privado de Helicóptero (PPH)”. “Essa licença não dá autorização para realização de voos comerciais de passageiros”, finaliza a Anac.