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    Brasil se aproxima de 400 mil casos prováveis de dengue, diz ministério

    De acordo com o Painel de Monitoramento da pasta, o país registrou 53 mortes confirmadas pela doença

    Homem com dengue recebe atendimento em hospital de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal
    Homem com dengue recebe atendimento em hospital de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal 05/02/2024REUTERS/Ueslei Marcelino

    Luan Leãoda CNN*

    São Paulo

    O Brasil tem 392.724 casos prováveis de dengue, de acordo com números divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (7). O ministério também confirmou 53 mortes pela doença no país.

    Outras 273 mortes estão sendo investigadas para saber se há relação com a dengue.

    De acordo com o monitoramento do ministério, a maior parte dos casos prováveis são mulheres (54,9%) entre 30 e 39 anos (42.204 casos).

    Com 135.716 casos prováveis, Minas Gerais é o estado com mais diagnósticos. Na sequência estão São Paulo (61.873), Distrito Federal (48.657), Paraná (44.200) e Rio de Janeiro (28.327). Na análise do coeficiente de incidência por 100 mil habitantes, a capital federal lidera com 1.727,2 casos por 100 mil habitantes. Em seguida estão Minas Gerais (660,8) e o Acre (539,1).

    Líder na incidência por 100 mil habitantes, o Distrito Federal deve receber do governo federal 194 mil doses de vacina ainda nesta semana. O governo do DF também anunciou o aumento no número de tendas de acolhimento para pacientes com suspeita de dengue, eram nova e agora serão 18.

    A ministra da Saúde, Nísia Trindade, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (7), falou sobre o início da vacinação. “Vai nos permitir, em um esforço nacional, ter possibilidade de transferência de tecnologia e mobilizar a capacidade de produção nacional para aumentar rapidamente [o número de doses disponíveis]. Mas isso não se faz da noite para o dia”, disse Trindade.

    Em outro momento, Nísia afirmou que o ministério está finalizando o processo de criação de um calendário para distribuição das doses aos municípios. A chefe da pasta da saúde disse ainda que a vacina não deve ser visto como “instrumento mágico”. “A vacina não deve ser vista como um instrumento mágico, como nós dizemos. Porque precisa de duas doses e intervalos de três meses. Além do que já foi amplamente divulgado, que, neste momento, a oferta do laboratório é restrita”, destacou a ministra, ressaltando, em seguida, que a vacina é “instrumento muito importante e muito sério”.

    A ministra também descartou um decreto de emergência nacional pela doença. “Nós estamos com uma coordenação das operações de emergência já instaurado desde sábado. Neste momento, essa é a estratégia do ponto de vista nacional que consideramos adequada. Temos que ver que, em um país com as dimensões do Brasil, e com diferenças socioambientais, regimes de chuva, nesse momento não faz sentido (decretar) uma emergência nacional. O que não quer dizer que não estejamos em estado de alerta de preocupação nacional”, afirmou.

    *(Com supervisão de André Rigue)