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    Unicef: Brasil tem 40 milhões de crianças expostas a mais de um risco climático

    À CNN Rádio, Danilo Moura, do Unicef Brasil, defendeu que jovens precisam estar no centro do debate sobre mudanças climáticas

    DF registrou 135 dias consecutivos sem chuva. O recorde maior se deu em 1963, com 164 dias de seca.
    DF registrou 135 dias consecutivos sem chuva. O recorde maior se deu em 1963, com 164 dias de seca. Atlantide Phototravel/Getty Images

    Amanda Garciada CNN

    Um relatório do Unicef apontou que 40 milhões de meninas e meninos no Brasil já estão expostos a mais de um risco climático e ambiental.

    O documento traz os impactos da crise climática na garantia de direitos das futuras gerações.

    Em entrevista à CNN Rádio, o oficial de monitoramento e avaliação do Unicef Brasil Danilo Moura afirmou que há “violação de direitos” para esses jovens.

    “Uma série de situações já é realidade, como mudança nos padrões de seca e chuva, frequência e intensidade de calor, falta de água, enchentes, poluição do ar”, listou.

    Tudo isso, segundo ele, “afeta o acesso à saúde, educação, além do direito de que as crianças estejam protegidas da violência e da pobreza.”

    Danilo destaca que os mais vulneráveis estão mais expostos ao risco.

    “Indígenas, quilombolas, populações ribeirinhas, em que o estilo de vida e a comunidade onde vivem já estão ameaçadas pela degradação ambiental.”

    As crianças mais pobres “são as que vivem nas grandes cidades com pior qualidade do ar”, além daquelas que dependem da agricultura familiar e que sofrem com o impacto climático.

    A vulnerabilidade “impacta de forma diferenciada os jovens e adolescentes, que são os menos responsáveis pela crise climática e emissões, mas são quem já experimentam as consequências e terão de lidar com elas por mais tempo.”

    O mais importante, para o representante do Unicef, é colocar os jovens “no centro da discussão, para garantir que serão ouvidos”: “Eles são o grupo mais mobilizado no ambientalismo.”

    “Portanto, precisamos pensar em como a gente garante escolas, assistência de saúde, acesso à água, como garantir a manutenção em um país que os padrões de chuva e seca tão mudando.”

    Danilo Moura defende que o mais importante é que todos os países cumpram as metas do Acordo de Paris para trilhar o caminho da emissão zero.

    *Com produção de Isabel Campos