Lei atual é insuficiente para enfrentar facções, diz chefe do MPSP

Ao CNN 360°, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa destaca necessidade de mudanças na legislação para enfrentar atuação do crime organizado, que já conta com mais de 85 facções no Brasil

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

Em entrevista o CNN 360°, o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, afirmou que os mecanismos legais atualmente disponíveis são insuficientes para enfrentar a atuação das organizações criminosas no Brasil.

De acordo com Costa, o país enfrenta um fenômeno que outras nações já experimentaram, destacando que a solução encontrada por esses países passou pela transparência com a sociedade e por alterações legislativas que visaram o endurecimento no combate ao crime.

Criminalidade em expansão

Segundo o procurador-geral, o cenário atual revela mais de 85 facções criminosas atuando no território brasileiro, sendo o CV (Comando Vermelho) e o PCC (Primeiro Comando da Capital) as principais organizações, que ocasionalmente estabelecem alianças entre si e com outros grupos criminosos.

Costa citou exemplos preocupantes da atuação dessas organizações, como o uso de drones para lançamento de explosivos e a infiltração do crime organizado na economia formal, incluindo postos de gasolina e empresas de ônibus em São Paulo.

Debate legislativo

Durante reunião com procuradores-gerais, foram discutidas propostas de alterações na legislação. Uma das sugestões apresentadas e prontamente acolhida pelo secretário licenciado da Segurança Pública de São Paulo, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), foi a necessidade de especificar claramente a manutenção do poder de investigação do Ministério Público.

Em relação às competências da Polícia Federal, Costa ressaltou que o debate é importante, mas garantiu que não há risco de sobreposição entre as atribuições estaduais e federais, destacando que a Constituição Federal já estabelece essa primazia.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.