Ouro ilegal é apreendido na Bolívia em jatinho de empresário brasileiro
Quatro malas com cerca de 189 kg de mineral foram retidas no Aeroporto de Viru Viru, sem autorização de exportação

Quatro malas com cerca de 189 kg de ouro foram apreendidas pela FELCC (Força Especial de Luta Contra o Crime) no Aeroporto Internacional de Viru Viru, na Bolívia, antes de serem embarcadas em um voo comercial com destino a Dubai. O proprietário do avião foi identificado como o empresário brasileiro Valdir José Zorzo.
O caso foi divulgado pela Aduana da Bolívia após repercussão em jornais regionais. Segundo a instituição, a equipe de plantão da Administração de Aduana do Aeroporto Internacional de Viru Viru soube, por meio do responsável pelo voo fretado, que passageiros carregavam bagagem de mão contendo ouro.
A aeronave privada mencionada é do modelo Gulfstream G100 e está registrada na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) na matrícula brasileira PS-ZRZ, sob propriedade de Valdir José Zorzo.
O empresário é dono do Grupo Dallas, indústria brasileira com foco na produção de alimentos, além de atuação em agronegócio e logística.
O Grupo Dallas e Valdir José Zorzo disse à CNN Brasil que a informação de que a aeronave teria sido apreendida não é verídica. Veja nota na íntegra:
"A aeronave de prefixo PS-ZRZ é de propriedade particular, destinada a uso próprio, e não opera serviços de fretamento comercial. Seu proprietário não estava a bordo e não autorizou qualquer operação em desacordo com as leis vigentes.
A informação de que a aeronave teria sido apreendida não é verídica. A aeronave encontra-se em território brasileiro e não está sujeita a qualquer medida de apreensão.
O Sr. Valdir Zorzo tomou conhecimento dos fatos por meio da imprensa e determinou a imediata apuração interna, com preservação integral dos registros e colaboração com as autoridades competentes, no Brasil e no exterior.
O Sr. Valdir Zorzo e o Grupo Dallas repudiam qualquer prática ilícita e colocam-se à disposição das autoridades para o pleno esclarecimento dos fatos.
Em respeito ao sigilo das investigações em curso, o Grupo Dallas se posicionará em momento oportuno."
O ouro apreendido
De acordo com a autoridade boliviana, foram realizadas averiguações no Suma (Sistema Único de Modernización Aduanera), sistema que serve para controlar operações de importação e exportação, para verificar se existia alguma autorização de exportação.
Não foi encontrado nenhum registro ou autorização para a carga de ouro. A Aduana chamou um fiscal do SENARECOM, órgão responsável pelo controle de minerais, para analisar o formulário M03. Após a checagem, o funcionário constatou que o documento era inválido.
O caso foi comunicado às autoridades policiais para a retenção do mineral e início das investigações necessárias.


