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    Campo Grande amplia toque de recolher após ocupação de leitos de UTI atingir 72%

    Prefeito atribuiu à vida noturna a alta na ocupação da terapia intensiva e vai restringir também funcionamento de academias

    Barreira sanitária contra o coronavírus em Campo Grande (MS)
    Barreira sanitária contra o coronavírus em Campo Grande (MS) Foto: Divulgação/Prefeitura de Campo Grande

    Estadão Conteúdo

    Após registrar ocupação de 72% nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de hospitais públicos e privados, a prefeitura de Campo Grande ampliou em três horas, nesta terça-feira (7), o toque de recolher na capital do Mato Grosso do Sul para diminuir a propagação do novo coronavírus.

    A partir desta quarta-feira (8), a circulação de pessoas fica proibida no período das 20h às 5h. Até então, o toque de recolher começava às 23h. O prefeito Marquinhos Trad (PSD) também proibiu música ao vivo e shows em duplas que estavam permitidos em bares e restaurantes.

    Ele atribuiu à vida noturna o aumento na demanda por leitos de UTI. Trad também reduziu de 60% para 40% a lotação das academias de ginástica e do comércio autorizado a funcionar durante o dia.

    “Passamos da ocupação de 70% dos nossos 223 leitos que não são só para o coronavírus, mas também para outras doenças e acidentes de trânsito. Nos últimos dias, sete pessoas foram para a UTI devido a acidentes, todos acontecidos à noite. Precisamos diminuir o número de pessoas nas ruas na madrugada e o comércio aberto estimula a ingestão de bebidas alcoólicas”, afirmou o prefeito. 

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    As novas medidas valem até o próximo dia 19, quando serão reavaliadas. “Melhor fazer isso do que decretar lockdown (fechamento total). Serão apenas 12 dias para a gente voltar a uma vida normal, sem fechar o comércio, trabalhando das 5 às 20 horas”, disse em live transmitida por redes sociais.

    A capital do Mato Grosso do Sul vive período de aceleração da doença. Em 24 horas, foram confirmados 227 novos casos, chegando a 3.391 diagnósticos positivos. Já o número de óbitos subiu de 24 para 26.