Carlos Bolsonaro é derrotado e passaporte da vacina segue obrigatório no Rio

Por 30 votos a quatro, proposta da Câmara Municipal que derrubava a exigência do documento foi rejeitada

Comprovante de vacinação do Rio de Janeiro
Comprovante de vacinação do Rio de Janeiro Tânia Rêgo/Agência Brasil

Mylena Guedesda CNN*

No Rio de Janeiro

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O Projeto de Lei que tinha como proposta o fim da obrigatoriedade do passaporte da vacina na cidade do Rio de Janeiro, de autoria do vereador Carlos Bolsonaro, foi derrubado pela Câmara nesta quarta-feira (20). Por 30 votos a 4, os parlamentares decidiram que a cobrança do documento continua valendo.

Na justificativa do projeto de lei, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, afirmou que a medida é um atentado à liberdade e não tem objetivo. Nas redes sociais, após a votação, ele afirmou que a Constituição foi rasgada com a decisão.

Estabelecido pelo prefeito Eduardo Paes em setembro, a medida proíbe que pessoas que não foram vacinadas contra o vírus circulem em ambientes como academias, museus, cinemas, galerias e pontos turísticos.

No fim de setembro, Paes afirmou que a adesão dos cariocas à vacinação foi estimulada após a exigência da caderneta. Ele também ressaltou que a obrigatoriedade tem objetivo de proteger a sociedade, já que, em meio à pandemia, o interesse coletivo deve ser tratado como prioridade.

*Sob supervisão de Helena Vieira

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