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    Casal denuncia homofobia e garçom é afastado de restaurante no Rio

    Caso foi registrado pelas vítimas na delegacia da Praça da Bandeira, que investiga os fatos

    Franklin Pacheco Barboza Quaresma (à esq.) e Almir Maia Júnior (à dir.) afirmam ter sido vítimas de homofobia em um restaurante na zona norte do Rio
    Franklin Pacheco Barboza Quaresma (à esq.) e Almir Maia Júnior (à dir.) afirmam ter sido vítimas de homofobia em um restaurante na zona norte do Rio Reprodução

    Isabelle Salemeda CNN

    Após um casal denunciar ter sido vítima de homofobia por parte de um garçom, o restaurante Adega Villas Boas, na Tijuca, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, se pronunciou nas redes sociais. O estabelecimento pediu desculpas pelo ocorrido e informou que afastou o funcionário do trabalho.

    Um casal homossexual afirma que foi repreendido depois de trocar um beijo no estabelecimento, na madrugada de domingo (26). Segundo relato do arquiteto Franklin Pacheco Barboza Quaresma, ele e o maquiador Almir Maia Júnior chegaram ao restaurante para um encontro e se acomodaram em uma mesa perto da entrada, em uma área externa.

    “O bar estava repleto de casais, todos ‘hétero’, todos jantando tranquilamente, trocando afeto, e nenhum deles foi importunado, nenhum deles foi enquadrado de uma certa forma e repreendido, como a gente foi”, lembrou o arquiteto.

     

    Ainda segundo o relato, o garçom foi atender ao casal normalmente. No entanto, cerca de dez minutos depois, assim que os dois se abraçaram e trocaram um beijo, o funcionário teria voltado à mesa.

    “Nesse momento, o garçom se reaproximou, falando que naquele local não era permitido esse tipo de postura. E a gente, até mesmo sem entender, e sem querer entender, sem acreditar no que estava sendo dito, a gente pediu para ele repetir e ele reafirmou que ali não era o local para aquele tipo de postura e que era pra gente se retirar da mesa em que a gente estava e se dirigir as mesas do fundo do bar, longe dos demais clientes e frequentadores”, contou o arquiteto, que ligou para a polícia.

    Pronunciamento do restaurante

    A administração do restaurante Adega Villas Boas emitiu um comunicado.

    “Queremos deixar claro que o comportamento discriminatório não reflete os valores do nosso estabelecimento. Repudiamos veementemente qualquer forma de preconceito e estamos comprometidos em proporcionar um ambiente incluso e acolhedor para todos os nossos clientes’, diz a nota publicada na noite de domingo (26).

    O texto ainda afirma que o restaurante está revisando os procedimentos internos para garantir que “incidentes como esse não ocorram novamente”.

    O casal relatou à CNN que o gerente da casa só apareceu quando a polícia militar foi acionada. E nem assim pediu desculpas pelo ocorrido. “Nenhum deles veio se desculpar, nenhum deles veio tentar reparar o crime cometido. Então fica um sentimento de indignação profunda”, lembrou Franklin, que disse que os funcionários tentaram convencer o casal a não seguir para a delegacia.

    O casal afirma que os clientes do restaurante assistiram a tudo e nada fizeram.

    O caso foi registrado na 18ªDP (Praça da Bandeira), que ouviu as vítimas, assim como o gerente do restaurante e o garçom, que foram liberados. A polícia civil afirmou que faz diligências para esclarecer os fatos.