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    Caso Anic Herdy: Disque Denúncia busca informações sobre advogada desaparecida no RJ

    Mulher não é vista desde o dia 29 de fevereiro, quando esteve em um shopping de Petrópolis

    Cartaz para buscar informações sobre a advogada Anic Herdy
    Cartaz para buscar informações sobre a advogada Anic Herdy Disque Denúncia RJ/Divulgação

    Bruno LaforéCleber Rodriguesda CNN

    O Disque Denúncia do Rio de Janeiro divulgou, nesta quarta-feira (22), um cartaz em busca de informações que possam ajudar a esclarecer o caso do desaparecimento da advogada Anic de Almeida Peixoto Herdy, de 54 anos, que não é vista há quase três meses. Veja a imagem abaixo.

    A família chegou a pagar resgate no valor de R$ 4,6 milhões a supostos sequestradores.

    Ela foi vista pela última vez no estacionamento de um shopping, na cidade de Petrópolis, enquanto caminhava em direção a um veículo modelo Jeep Compass, de cor preta, no dia 29 de fevereiro.

    No último dia 14, quatro envolvidos no caso, entre eles Lourival Correa Netto Fadiga, conhecido como Gordo, foram denunciados à Justiça pela Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Petrópolis. Os denunciados tiveram a prisão preventiva decretada nesta segunda-feira (20).

    Após investigações, a polícia civil do Rio de Janeiro apontou os quatro como suspeitos de envolvimento no crime de extorsão mediante sequestro. A apuração teve início no dia 14 de março, quando o desaparecimento da advogada foi comunicado à delegacia.

    Cartaz para buscar informações sobre a advogada Anic Herdy / Disque Denúncia RJ/Divulgação

    Planejamento do crime

    Segundo a denúncia, “Gordo” era funcionário da família da vítima havia cerca de três anos e teria premeditado o crime, para o qual contou com a ajuda dos filhos e de uma mulher com quem se relacionava. A ideia de não levar o caso à polícia teria partido dele.

    O suposto mentor do crime se aproximou dos familiares de Anic ao se apresentar como policial federal, o que foi desmentido durante as investigações, e passou a realiza ra segurança pessoal de alguns membros da família.

    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ)  aponta que “Gordo” tinha acesso aos cartões de crédito e as senhas usadas pelos seus patrões.

    Após diligências, a polícia e o MPRJ apontaram o funcionário da família como beneficiário do valor pago como resgate pelo marido de Anic aos sequestradores.

    Ainda de acordo com a denúncia, os quatro presos chegaram a comprar um carro de luxo, avaliado em R$ 500 mil, no dia que o pagamento do suposto resgate foi efetuado. O veículo foi pago em dinheiro.

    Autoridades suspeitam de homicídio

    Até o momento da publicação dessa reportagem, a vítima não foi libertada e seu paradeiro é desconhecido. A possibilidade de que tenha havido um homicídio não foi descartada.

    “A linha de investigação da Promotoria de Justiça e da 105ª Delegacia de Polícia aponta para suspeitas de que a vítima sequestrada foi assassinada pelo grupo e teve seu cadáver ocultado, motivo pelo qual as investigações prosseguirão em procedimento investigatório criminal próprio. Também há indícios da prática dos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas que serão devidamente apurados”, informou o MP em nota.