Caso Henry: Justiça do Rio nega pedido de habeas corpus a Jairinho

Advogado de defesa alegava que as acusações de fraude processual e coação no curso do processo são infundadas

Ana Lícia Soaresda CNN

no Rio de Janeiro

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A Sétima Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro negou, por unanimidade, o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-vereador Jairo de Souza, conhecido como Dr. Jairinho, e manteve a prisão preventiva.

Na sustentação entregue aos desembargadores do TJ, o advogado de Jairinho, Braz Sant’Anna, argumentou que as acusações de fraude processual e coação no curso do processo são infundadas.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, duas testemunhas teriam sido coagidas pelo casal a alterarem seus depoimentos. A defesa alega que Jairinho não teve qualquer participação nesse episódio e que uma das testemunhas sequer o cita em seu depoimento.

O advogado também rebateu teses de fraude processual, já que, segundo a denúncia do MP, Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, e o padrasto do menino teriam pedido a uma empregada que limpasse o apartamento. O advogado também rebateu acusação de uma possível fuga.

Jairinho e Monique Medeiros estão presos preventivamente. Eles foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado e tortura contra Henry Borel, de 4 anos.

A denúncia imputa à Monique o crime de homicídio por omissão, por entender que ela tinha o dever de proteção e vigilância da criança.

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