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    Caso João Pedro: policiais acusados pela morte de menino no RJ serão ouvidos nesta quarta (2)

    Adolescente de 14 anos foi baleado e morto durante operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), em 2020

    João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morto durante operação policial no Complexo do Salgueiro em 2020.
    João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, morto durante operação policial no Complexo do Salgueiro em 2020. Reprodução/Sociais

    Guilherme Gamada CNN*

    A Justiça do Rio de Janeiro ouve nesta quarta-feira (2) os policiais civis Mauro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fernando Meister, denunciados por homicídio no caso que investiga a morte de João Pedro Mattos Pinto, de 14 anos, que foi baleado e morto durante uma operação policial no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em 2020.

    “Estamos confiantes que existem provas mais que suficientes para que os acusados sejam levados a júri popular”, afirma Luiz Henrique Zouein, advogado da Defensoria Pública do Rio de Janeiro que atua na defesa da família de João Pedro.

    Em audiência realizada em 12 de julho deste ano foi marcada a sessão que ocorre nesta quarta-feira. Será ouvida a testemunha de acusação, Allan Duarte Lacerda, delegado da Delegacia de Homicídios de Niterói, e as testemunhas de defesa, como os agentes da Polícia Civil Wagner Carvalho e Fábio Vieira Rodrigues, que estavam no contexto da operação.

    De acordo com Marcello Ramalho Silva, advogado de defesa dos policiais acusados, trata-se de um erro de exceção em legítima defesa.

    “Será esclarecido que houve confronto, no local de alta periculosidade, que levou a morte do garoto. Os policiais não tiveram outra alternativa senão reagir aos criminosos que estavam dentro da residência”, afirma.

    Do lado da defesa dos réus também prestarão depoimentos Augusto Motta Buch, subcoordenador da Coordenadoria De Recursos Especiais (Core); Marcio Borges Coelho, perito do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ); Bruno Cleuder De Melo, delegado da Polícia Civil e Renata Bressan, promotora que representava o Ministério Público na operação.

    A presença dos réus foi requisitada, assim como a de Wellington Da Silva Pereira, atualmente custodiado no sistema penitenciário por crimes, para prestar depoimento como testemunha.

    O caso

    No dia 18 de maio de 2020, o garoto foi morto na casa onde estava com outras cinco crianças, no Complexo do Salgueiro. A residência foi invadida por policiais civis e federais que participavam de uma operação contra traficantes de drogas que atuam na região.

    Na ocasião, a Polícia Civil afirmou que, durante uma perseguição, os criminosos invadiram o imóvel e entraram em confronto com os policiais que atuavam na ação.

    Após a troca de tiros, a casa, que pertence aos tios de João Pedro, ficou com 72 marcas de tiros. O jovem foi atingido na barriga e levado para um helicóptero. O adolescente ficou cerca de 17 horas desaparecido até ser declarado morto.

    Veja também: Apenas 4 dos 20 policiais envolvidos em mortes no litoral de SP relataram uso de câmeras

    *Sob supervisão de Marcia Barros