Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Caso Marielle: ex-bombeiro “Suel” é ouvido pela justiça do Rio de Janeiro

    Maxwell Simões Corrêa foi preso pela PF e pelo Gaeco/MPRJ, em julho, acusado de monitorar a rotina da vereadora e de fraudar provas do crime

    Marielle Franco foi morta junto ao motorista Anderson Gomes em março de 2018
    Marielle Franco foi morta junto ao motorista Anderson Gomes em março de 2018 Reprodução/Instagram

    Cleber Rodriguesda CNN

    O ex-bombeiro “Suel” será ouvido, nesta sexta-feira (1°), pela 4ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, no âmbito das investigações sobre as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridas em 2018.

    Maxwell Simões Corrêa foi preso pela PF e pelo Gaeco/MPRJ, em julho, acusado de monitorar a rotina da vereadora e de fraudar provas do crime.

    Segundo a advogada Fabíola Garcia, que representa o preso, Suel será interrogado e deve responder as perguntas feitas durante a audiência. O ex-bombeiro falará por videoconferência do presídio federal em Brasília, onde segue em prisão preventiva.

    “A princípio o Suel vai falar. Também estavam previstos os depoimentos das testemunhas de defesa, porém concordei com a manifestação da defesa de Ronnie Lessa e desisti de ouvi-lo. Também desisti das demais testemunhas de defesa”, explicou Fabíola.

    Em outubro deste ano, a justiça do Rio de Janeiro começou a ouvir as primeiras testemunhas no processo sobre o envolvimento de Suel na morte de Marielle e Anderson. A audiência reuniu depoimentos das viúvas da vereadora e do motorista.

    A vereadora Mônica Benício, que era casada com Marielle, afirmou que a parlamentar foi morta durante o mandato em que defendia pautas como a defesa das mulheres e da juventude negra.

    Segundo as investigações do MP do Rio e da PF, no dia 13 de março de 2019, um dia depois das prisões dos ex-policiais Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, denunciados como autores dos crimes, Maxwell teria ajudado a ocultar armas de fogo de uso restrito e acessórios pertencentes a Ronnie.

    Em delação premiada homologada pela justiça, Queiroz disse que Suel participou do planejamento do crime, desde o monitoramento da rotina da vereadora até a destruição das provas dos assassinatos.