Desmatamento na Amazônia cai 11,08% em 2025, menor taxa em 11 anos

Segundo dados do Inpe, esse é o quarto ano consecutivo de redução

Duda Cambraia, da CNN Brasil, em Brasília
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O desmatamento ​na Amazônia ​registrou queda de 11,08% em 2025 em comparação ‌com o ​ano anterior, ‌segundo dados do sistema Prodes, do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), ‌divulgados nesta quinta-feira (12) pelo governo federal.

Segundo o órgão, essa é a menor taxa de desmatamento dos últimos 11 anos e a terceira menor da série histórica, desde 1988. Esse é o quarto ano consecutivo de redução, após o país passar por oito anos seguidos de alta.

Ao todo, foram 5.796 km² desmatados em 2025. Se comparamos com a área desmatada em 2022, ano anterior ao início do terceiro mandato do governo Lula, a redução foi de 50%.

Sistema Deter

O sistema Deter, do Inpe, monitora diariamente três biomas brasileiros para fazer alertas de alteração da vegetação nativa, com dados de agosto de 2025 a janeiro de 2026. Nesse intervalo, a Amazônia apresentou uma redução na área degradada de 35,4% em relação ao mesmo período de 2024/ 2025. Com isso, o bioma tem a possibilidade de alcançar, em 2026, o menor valor de desmatamento da série histórica.

No Cerrado, os alertas do Deter apontam recuo de 5,9% no bioma no período mais recente. Já no Pantanal, os dados mostram aumento de 45,5% em relação a 2024/ 2025, embora ainda representem queda de 65,2% frente ao ciclo 2023/ 2024.

Ações do governo federal

Durante coletiva de imprensa, o governo também apresentou balanço da execução do PPCDAm (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal). Entre os destaques está o programa União com Municípios, que superou R$ 800 milhões em investimentos e contou com a adesão de 70 dos 81 municípios prioritários da Amazônia.

Segundo os dados apresentados, esses municípios registraram redução de 65,5% no desmatamento entre 2022 e 2025, desempenho 31% superior à queda observada no conjunto da Amazônia em 2025, que foi de 50%.

Na fiscalização, houve um aumento de operações, o número de ações foi 148% superior ao do período anterior, com crescimento das ocorrências de crimes ambientais de 932 para 1.754. As apreensões de minérios em geral aumentaram mais de 170%, e as de madeira, 65%.