Funcionário do Banco do Brasil cobra R$ 1 milhão para invasão de rede

Suspeito é investigado por repassar credenciais de acesso a fraudadores, possibilitando a invasão do sistema corporativo

Ana Julia Bertolaccini, da CNN*, Julia Farias, da CNN, São Paulo
Caso é investigado por invasão de dispositivo informático e associação criminosa  • PCDF
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Um funcionário da área de tecnologia do Banco do Brasil é investigado por cobrar R$ 1 milhão para permitir a invasão da rede corporativa da instituição.

A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) deflagrou na manhã de quinta-feira (26) a Operação Remoto Shell, destinada a cumprir mandado de busca e apreensão e cessar a atividade criminosa que visava comprometer os sistemas internos do Banco do Brasil.

De acordo com as investigações, o funcionário é suspeito de repassar suas credenciais de acesso a fraudadores, possibilitando a invasão do sistema corporativo e a execução de fraudes bancárias de grande impacto.

Durante a ação, foram apreendidos um celular e um notebook, com vasta materialidade, que serão encaminhados à perícia. A ofensiva foi neutralizada, o que evitou um prejuízo milionário.

Em nota, o Banco do Brasil informou que realizou um monitoramento interno e adotou todas as providências no seu âmbito de atuação. O Banco afirmou ainda que colabora com as investigações da polícia civil. Leia na íntegra o posicionamento da instituição:

"O Banco do Brasil informa que detectou e frustrou a tentativa por meio de monitoramento interno; e adotou todas as providências no seu âmbito de atuação. O BB acionou a polícia e colabora com as investigações sobre o caso.

O banco possui processos estabelecidos para monitoramento e apuração de situações suspeitas contra a instituição e acrescenta que seu padrão de governança inibe que acessos isolados a credenciais de qualquer funcionário possam causar impactos financeiros a clientes ou à empresa."

O caso é investigado pelos crimes de invasão de dispositivo informático e associação criminosa.