Marielle: STF determina transferência de Élcio de Queiroz ao Rio de Janeiro

Mudança da Papuda, em Brasília, para cidade natal de delator foi um arranjo para outra transferência: a de Ronnie Lessa para a Papuda

Elijonas Maia, da CNN Brasil, em Brasília
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O STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a transferência de Élcio de Queiroz, condenado pela morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, do Complexo da Papuda, em Brasília, para o Rio de Janeiro, seu estado natal.

A defesa do ex-policial militar pediu há um ano a transferência de presídio.

Queiroz foi o primeiro delator do caso Marielle e envolveu outros nomes do enredo, levando à prisão seu parceiro Ronnie Lessa e do ex-bombeiro Maxwell Simões.

A colaboração premiada de Queiroz sobre o duplo assassinato começou a ser feita dentro do presídio federal de Brasília, onde ele estava preso sob a custódia do governo federal, até que fosse assinada, no hangar da PF (Polícia Federal) no aeroporto de Brasília, em junho de 2023.

Um dos pontos de negociação foi a saída dele do sistema federal a um presídio estadual. O escolhido foi a Papuda, também em Brasília.

Agora, com a iminente saída de Queiroz da Papuda para o Rio, a defesa de Ronnie Lessa, o outro condenado no caso por duplo homicídio, conseguiu transferência de Tremembé para Brasília, como mostrou a CNN Brasil. Essa foi uma condição, que os dois não ficassem no mesmo local.

Condenação

O Conselho de Sentença do 4º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro condenou há um ano os ex-policiais militares Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz pela morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, na noite de 14 de março de 2018, na região central do Rio de Janeiro.

Ronnie Lessa foi condenado a 78 anos e 9 meses de prisão, e Élcio de Queiroz a 59 anos e 8 meses. Além das penas de reclusão, ambos deverão pagar uma pensão ao filho de Anderson Gomes até que ele complete 24 anos. Os condenados também foram sentenciados ao pagamento conjunto de uma indenização por dano moral às famílias das vítimas, que totaliza cerca de R$ 3,5 milhões.