Apartamento de síndico preso por morte de corretora é invadido, diz defesa

Caso ocorreu depois da captura de Cléber e de seu filho, Michael, durante a madrugada; defesa afirmou que pessoas teriam entrado no imóvel após a prisão e praticado atos de vandalismo

Helena Barra, Yasmin Silvestre e Ana Julia Bertolaccini, da CNN Brasil*, Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
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O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por suspeita de envolvimento no homicídio da corretora Daiane Alves Souza, foi invadido e vandalizado na tarde desta quarta-feira (28), em Caldas Novas, no sul de Goiás.

A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo advogado de Cléber, Luiz Fernando, que afirmou que pessoas teriam entrado no imóvel após a prisão e praticado atos de vandalismo, como pichações e danos ao patrimônio da família.

Segundo a defesa, o caso ocorreu depois da captura de Cléber e de seu filho, Michael, durante a madrugada. Cléber e o filho foram presos temporariamente pela Polícia Civil de Goiás, suspeitos de envolvimento na morte de Daiane, que estava desaparecida desde dezembro do ano passado.

Vídeo: Veja como ficou apartamento de síndico preso por morte de corretora

"Estamos apurando mais detalhadamente essa situação, identificando os autores dessa ação criminosa. Posteriormente, vamos analisar a possibilidade e a viabilidade de tomar as medidas judiciais cabíveis", disse o advogado sobre a invasão.

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O corpo da corretora foi encontrado na madrugada desta quarta-feira em uma área de mata da cidade. A Polícia Civil segue investigando o caso.

Desaparecimento

Em 17 de dezembro, Daiane ficou incomodada com um corte de luz no apartamento onde mora e decidiu sair do local para verificar o problema. Ela desceu alguns andares de elevador e se deparou com um vizinho.

No caminho, eles conversaram e comentaram sobre o problema da falta de luz. Ao chegar no 2º andar do subsolo, eles saíram do elevador. Um vídeo mostra a interação até o momento da descida.

O registro das imagens, no entanto, é cortado por dois minutos. Quando as filmagens aparecem novamente, Daiane volta para o elevador e já está sozinha. Ao subir, ela olha para a câmera de segurança e desce no 1º andar do subsolo.

Obstrução de provas

Segundo a polícia, o filho do síndico, ao tentar ajudar o pai, teria tentado obstruir as provas do crime. Em uma das ações, o suspeito chegou a substituir o celular do pai para prejudicar o andamento das investigações.

Em coletiva de imprensa nesta quarta, a polícia apontou que o filho está preso por suspeita de obstrução da investigação e, caso todos os fatos sejam comprovados, ele ainda pode responder pelos mesmos crimes que o pai: homicídio e ocultação de cadáver.

Histórico de conflitos

Segundo denúncia obtida pela CNN Brasil, Cléber é acusado de perseguir Daiane, entre fevereiro e outubro de 2025. As primeiras desavenças começaram em novembro de 2024, após um desentendimento entre a dupla.

A investigação ganhou novos contornos ao revelar que Daiane movia 12 processos judiciais contra o síndico Cleber Rosa de Oliveira.

As denúncias incluíam acusações de perseguição, sabotagem de serviços de água e luz, além de uma agressão física registrada em fevereiro de 2025.

Em 16 de janeiro de 2026, diante da ausência de sinais de vida e de registros de que Daiane teria saído do prédio, o caso foi reclassificado como homicídio e assumido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).

 

*Sob supervisão de Thiago Félix