GO: filho de síndico teria obstruído provas de investigação, diz polícia
Segundo a polícia, em uma das ações, o suspeito chegou a substituir o celular do pai para prejudicar o andamento das investigações

A Polícia Civil de Goiás prendeu, na madrugada desta quarta-feira (28), o síndico Cléber Rosa de Oliveira e o filho dele por suspeita de que eles sejam responsáveis pelo homicídio da corretora Daiane Alves Souza.
Segundo a polícia, o filho do síndico, ao tentar ajudar o pai, teria tentado obstruir as provas do crime. Em uma das ações, o suspeito chegou a substituir o celular do pai para prejudicar o andamento das investigações.
Daiane estava desaparecida desde 17 de dezembro de 2025 e foi encontrada morta na madrugada desta quarta, em uma área de mata na região de Caldas Novas (GO).
Em coletiva de imprensa nesta quarta, a polícia apontou que o filho está preso por suspeita de obstrução da investigação e, caso todos os fatos sejam comprovados, ele ainda pode responder pelos mesmos crimes que o pai: homicídio e ocultação de cadáver.
Denúncias entre mulher e síndico
Antes do desaparecimento, Daiane e o síndico do condomínio trocaram denúncias.
Segundo documentos obtidos pela CNN Brasil, Cléber é acusado de perseguir Daiane, entre fevereiro e outubro de 2025. As ações de perseguição começaram em novembro de 2024, após um desentendimento entre a dupla.
No documento, a promotoria alega que Daiane geria determinados imóveis dentro do condomínio onde Cleber era síndico. Em uma das locações, a mulher alugou um dos apartamentos para duas famílias, totalizando nove pessoas. No entanto, o número ultrapassou o limite máximo permitido de hóspedes por unidade no condomínio, fato que desencadeou as perseguições.
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Desaparecimento
Em 17 de dezembro, Daiane ficou incomodada com um corte de luz no apartamento onde mora e decidiu sair do local para verificar o problema. Ela desceu alguns andares de elevador e se deparou com um vizinho.
No caminho, eles conversaram e comentaram sobre o problema da falta de luz. Ao chegar no 2º andar do subsolo, eles saíram do elevador. Um vídeo mostra a interação até o momento da descida.
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O registro das imagens, no entanto, é cortado por dois minutos. Quando as filmagens aparecem novamente, Daiane volta para o elevador e já está sozinha. Ao subir, ela olha para a câmera de segurança e desce no 1º andar do subsolo.
Depois disso, ela não foi mais vista.


