Após três semanas, filho de síndico que matou corretora em GO é solto

Maicon Douglas de Oliveira foi solto na tarde de quinta-feira (19); segundo a defesa, liberdade se deu pela comprovação da inocência dele

Bruna Lopes, da CNN Brasil*, Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
Casa de síndico foi invadida e vandalizada com pichações de "assassino" nas paredes
Casa de síndico foi invadida e vandalizada com pichações de "assassino" nas paredes  • Divulgação/PMGO
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Maicon Douglas de Olveira, filho do síndico preso por assassinar a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, em 17 de dezembro, foi solto pela PCGO (Polícia Civil de Goiás) nesta quinta-feira (19). A informação foi confirmada à CNN Brasil pela defesa do homem.

Em nota, a defesa de Maicon, composta pelos advogados Luiz Fernando e Daniel Gonçalves, afirmou que, desde o cumprimento do mandado de prisão temporária expedido ao seu cliente, trabalhou para juntar um conjunto de provas que comprovasse a falta de materialidade do crime. À CNN, o advogado explicou que a soltura de Maicon se deu pela comprovação de sua inocência.

Segundo os advogados, a prisão foi pautada em "um suposto e infundado envolvimento nos fatos", destacando que Maicon não possui participação nos atos probatórios, na execução ou de modo incidente. A pasta complementou ainda que, no dia da morte da corretora, o cliente estava em Catalão, no sudeste de Goiás, com a confirmação de um álibi.

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Em nota, o Tribunal de Justiça de Goiás informou que não foram identificados elementos de participação de Maicon Douglas Souza de Oliveira nos fatos apurados. Veja nota na íntegra: 

"O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás esclarece que a prisão decretada no caso em questão possui natureza temporária, voltada exclusivamente à realização de diligências investigativas. Na própria decisão da magistrada que autorizou a medida, foi previsto que, uma vez alcançada a finalidade da investigação e afastada a necessidade da custódia, a autoridade policial poderia proceder à liberação do investigado, mediante comunicação ao juízo competente.

Após a conclusão das diligências, a autoridade policial comunicou que não foram identificados elementos de participação de Maicon Douglas Souza de Oliveira nos fatos apurados, razão pela qual foi realizada sua liberação, nos termos da decisão judicial e da legislação aplicável.

Já o investigado Cléber Rosa de Oliveira permanece preso. O processo tramita em segredo de justiça em razão da existência de dados sensíveis."

Prisão

Na madrugada do dia 28 de janeiro, o síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho, Maicon Doulgas de Oliveira, foram presos por suspeita de autoria do homicídio da corretora Daiane Alves Souza, que desapareceu em dezembro do ano passado, em um prédio de Caldas Novas, no sul do estado.

Maicon foi preso suspeito de auxiliar na obstrução de provas, como a substituição dos celulares e outras ações para atrapalhar as investigações. Caso se confirmasse a participação dele no crime, ele poderia responder por obstrução e pelos mesmos crimes que o pai.

Cléber chegou a afirmar que seu filho não possui participação no crime.

Conforme a polícia, o síndico chegou a colaborar com as investigações e indicou aos agentes o local onde o corpo da vítima foi abandonado.

*Sob supervisão de Tonny Aranha