Avião bateu em árvores antes de queda no Pantanal, diz Cenipa

Dois cineastas, um piloto e o arquiteto chinês Kongjian Yu morreram no acidente em Mato Grosso do Sul

Felipe Souza, da CNN
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O avião que levava dois cineastas, um piloto e o arquiteto chinês Kongjian Yu bateu em árvores antes de cair na região do Pantanal de Mato Grosso do Sul, conforme apontam dados do Sipaer (Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos).

De acordo com o painel, os trabalhos relativos à ocorrência que vitimou o tripulante e os três passageiros continuam em andamento e a aeronave está sob custódia das autoridades, não podendo ser movida do lugar até o fim da investigação.

A queda ocorreu no momento em que a aeronave se preparava para pousar na Fazenda Barra Mansa. A FAB (Força Aérea Brasileira) informou que apura as circunstâncias da ocorrência.

O piloto também era o proprietário da aeronave. Conforme consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), a situação de aeronavegabilidade do avião era normal, mas ele não tinha autorização para táxi aéreo e voos noturnos.

Vítimas

A delegada Ana Cláudia Medina afirmou que a identificação dos quatro mortos na queda do avião foi dificultada pela carbonização dos corpos.

Entre as vítimas estão o arquiteto chinês Kongjian Yu e o cineasta brasileiro Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz. As outras vítimas foram identificadas como o documentarista Rubens Crispim Jr. e o piloto Marcelo Pereira de Barros.

Segundo a Olé Produções, onde Luiz Ferraz e Rubens Crispim atuavam, o grupo estava no Pantanal para as gravações do documentário intitulado "Planeta Esponja", juntamente com o professor Kongjian Yu, da Universidade de Pequim.

Veja também: Entenda queda de avião no Pantanal

A Polícia Científica identificou dois dos corpos, até o momento: de Marcelo Pereira de Barros e do cineasta Rubens Crispim Júnior. Com isso, os corpos são liberados para os procedimentos funerários.

Os exames necroscópico e de DNA do arquiteto chinês Kongjian Yu seguem em andamento, com o objetivo de concluir sua identificação o mais breve possível.

Paralelamente, amostras biológicas de todas as vítimas passarão por exame de DNA, procedimento que envolve etapas laboratoriais complexas e demanda mais tempo até a conclusão.