Avião que caiu no Pantanal não tinha autorização para táxi aéreo, diz Anac

Documento aponta que aeronave de propriedade do piloto estava regular, mas só podia operar voos privados

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O avião de pequeno porte que caiu em Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, e deixou quatro mortos na noite de terça-feira (23), não tinha autorização para realizar táxi aéreo, segundo consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB) da Anac.

O documento, obtido pela CNN, mostra que a aeronave de matrícula PT-BAN, modelo Cessna 175 fabricado em 1958, estava registrada na categoria “privada – serviço aéreo privado”, com status de “operação negada para táxi aéreo”.

O avião era de propriedade do piloto Marcelo Pereira de Barros, que também morreu no acidente. Apesar de a situação de aeronavegabilidade estar normal e o Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até dezembro de 2025, a aeronave só podia ser usada em voos particulares.

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No acidente morreram, além do piloto, o arquiteto chinês Kongjian Yu e os cineastas Luiz Fernando Feres da Cunha Ferraz e Rubens Crispim Jr. Eles estavam no Pantanal para a produção do documentário Planeta Esponja.

A queda ocorreu no momento em que a aeronave se preparava para pousar na Fazenda Barra Mansa. A Força Aérea Brasileira confirmou o acidente e informou que apura as circunstâncias da ocorrência.