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    Cerca de 400 integrantes do MST ocupam a sede do Incra em Belo Horizonte

    O ato nesta segunda-feira (17) marca os 27 anos do Massacre de Eldorado do Carajás, no qual 21 agricultores foram mortos; Incra diz que vai recepcionar a pauta de reivindicações do movimento

    Cerca de 400 integrantes do MST ocupam a sede do Incra em Belo Horizonte nesta segunda-feira (17).
    Cerca de 400 integrantes do MST ocupam a sede do Incra em Belo Horizonte nesta segunda-feira (17). MST-MG

    Da CNN

    Cerca de 400 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupam a superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Belo Horizonte, Minas Gerais, nesta segunda-feira (17).

    Segundo o MST, a ação faz parte da 26ª Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, que ocorre em todo o Brasil neste mês de abril. A data marca os 27 anos do Massacre de Eldorado do Carajás, no qual 21 agricultores foram mortos.

    Em nota, o movimento destacou que o ato “reivindica maior celeridade no processo de nomeação do superintendente do órgão, retomada do processo de vistoria e desapropriação de terras, cadastramento das mais de 3.000 famílias acampadas no estado e regularização das famílias assentadas”.

    O comunicado também destaca que o MST “denuncia as relações de trabalho análogo à escravidão, muito presente na realidade do estado por parte dos grandes ruralistas do agronegócio, assim como os crimes das grandes mineradoras, e cobra uma resposta do não cumprimento da legislação em relação aos temas”.

    O Incra disse, em comunicado, que pretende recepcionar a pauta de reivindicações dos integrantes do MST no prédio em Belo Horizonte.

    “O Incra tem trabalhado pela retomada do programa de reforma agrária no Brasil, paralisado nos últimos anos, e tem dialogado com toda a sociedade. Em Belo Horizonte os trabalhadores estão na Superintendência do Incra. Vamos recepcionar a pauta de reivindicações. O prédio está aberto ao público em geral”, diz a nota do Incra.

    *Publicado por Fernanda Pinotti, com informações de Laura Slobodeicov