Chance de antecipar feriado para segunda é de 90%, diz presidente da Alesp

Estado de São Paulo analisa passar a celebração de 9 de julho para 25 de maio, como forma de incentivar o isolamento social da população

Sessão virtual da Alesp durante a pandemia do novo coronavírus
Sessão virtual da Alesp durante a pandemia do novo coronavírus Foto: Rede Alesp/ Reprodução

Pedro Duran,

da CNN Brasil em São Paulo

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Os deputados estaduais de São Paulo devem decidir nesta quinta-feira (21) pela antecipação do feriado da Revolução Constitucionalista para a próxima segunda-feira. A data original da celebração do evento de 1932 é 9 de julho, data da morte dos jovens combatentes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo, mas pela primeira vez na história ela deverá ser alterada.

Perguntado sobre a chance de aprovação pela reportagem da CNN, o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris, do PSDB, disse que as chances de isso acontecer nesta quinta são ‘9 de 10’.

A quinta será o terceiro dia de discussões sobre o assunto. O projeto chegou na Alesp na segunda-feira, teve o pedido de tramitação com urgência aprovado pelos deputados na terça e passou pelo Congresso de Comissões na quarta, restando apenas a votação em plenário para a aprovação.

A sessão desta quarta terminou por volta das 22h40 e o parecer do líder do governo, deputado Carlão Pignatari (PSDB), teve 23 votos favoráveis, o suficiente para enviar o projeto para a última etapa: o plenário. A sessão começará às 14h30 desta quinta.

Megaferiado

Se aprovado o feriado vai se juntar aos outros dias de descanso já estabelecidos pela prefeitura de São Paulo, podendo criar um mega feriado inédito de 6 dias consecutivos, entre final de semana, ponto facultativo e três datas dos calendários municipal e estadual: Corpus Christi, Consciência Negra e Revolução de 1932.

Visual descontraído

Como as sessões têm acontecido sem a presença física de deputados no plenário, apenas os que tocam os trabalhos pela mesa diretora, a sessão teve cenas das casas dos deputados ‘reveladas’ pela transmissão virtual. Os deputados apareceram com os mais variados trajes e cenários. Teve deputado discursando com a câmera em movimento, de dentro do carro, da varanda de casa, do quarto, da sala, com camisa de futebol, símbolos religiosos ao fundo e até de boné.

‘Psicopata louco’

Um dos pontos mais quentes do debate desta quarta-feira (20/5) foi mais entre os deputados Pignatari e Frederico D’Ávila, do PSL. O deputado bolsonarista, que já foi próximo do governador João Doria, chamou o governador de São Paulo de “psicopata louco”.

Ele criticava o fechamento de comércios não considerados pelo governo como serviços essenciais. “Só um estado governado por um psicopata louco como esse que nós temos aqui é que faz uma questão… propicia um ambiente terrível como esse”, disse D’Avila. Depois, D’Avila ainda reforçou o pedido de impeachment que os deputados bolsonaristas apresentaram contra Doria. Pignatari defendeu o governador e disse que ‘psicopata’ era quem o chamava assim.

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