Chuvas que afetaram Sudeste no início de janeiro devem retornar na virada do mês

Em entrevista à CNN, meteorologista da Climatempo, Maria Clara Sassaki, explica que fenômeno La Niña deve formar corredor de umidade que provocará chuva persistente na região

Juliana AlvesLéo Lopesda CNN

em São Paulo

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Nesta segunda-feira (17), as cidades do Rio de Janeiro e Florianópolis registraram seus dias mais quentes do ano. Na capital carioca, a sensação térmica ficou próxima dos 50ºC.

Em entrevista à CNN, a meteorologista da Climatempo, Maria Clara Sassaki, apontou que o choque dessas temperaturas mais altas depois de um período de frio é um efeito do fenômeno La Niña.

Ela explica que o resfriamento das águas do Oceano Pacífico tem impactos na atmosfera, provocando a formação de corredores de umidade, que deixam dias chuvosos e temperaturas mais baixas.

“Quando o tempo volta a abrir, a população acaba sentindo o contraste. Temperaturas muito altas, sensação de calor bem diferente de uma semana para a outra”, disse.

Ela explicou que um novo corredor de umidade deve se formar na virada de janeiro para fevereiro. Isso deve causar, por vários dias seguidos, o cenário de nuvens carregadas e chuvas volumosas na região Centro-Oeste e Sudeste, como se viu no início do ano.

Além disso, a meteorologista pontua que uma frente fria está tentando se aproximar da região Sul, o que diminuiria os efeitos da onda de calor que vem afetando a região. Porém, um bloqueio atmosférico impede a chegada da frente fria.

“Enquanto a frente não conseguir romper esse bloqueio para vir em direção ao Sul/Sudeste, vamos continuar com tempo mais firme e temperaturas cada vez mais elevadas”, comentou Maria Clara.

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