Cientista Carlos Nobre, da USP, é o 1º brasileiro na Royal Society desde o século 19

Cientista climático Carlos Nobre é um dos principais pesquisadores que estudam a floresta amazônica

Jake Springda Reuters

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A academia científica da Royal Society elegeu o cientista climático Carlos Nobre, um dos principais pesquisadores que estudam a floresta amazônica, como seu primeiro membro brasileiro desde que o imperador Dom Pedro II se juntou ao grupo no século 19.

Nobre estuda a Amazônia há décadas e foi um dos primeiros defensores da teoria de que o rápido desmatamento está levando a maior floresta tropical do mundo a um ponto de inflexão após o qual o bioma pode secar e se transformar em uma savana.

“A Royal Society está dando reconhecimento internacional aos riscos que a Amazônia enfrenta”, disse Nobre à Reuters nesta sexta-feira (13). “É um risco enorme perdermos a maior biodiversidade e a maior floresta tropical do planeta”, completou.

A preservação da floresta amazônica é vital para conter as mudanças climáticas porque absorve uma grande quantidade de dióxido de carbono.

No ano passado, Nobre liderou um grupo de cerca de 200 pesquisadores que lançou um relatório histórico com a análise mais detalhada e completa até hoje do conhecimento científico sobre a floresta amazônica.

A Royal Society da Grã-Bretanha teve início em 1660 e é a mais antiga academia científica nacional.

O Prêmio Nobel Peter Medawar, biólogo britânico nascido no Brasil, também foi membro anteriormente, segundo a Royal Society. Mas Medawar, que morreu em 1987, abriu mão de sua cidadania brasileira ainda adolescente.

(Edição de David Gregorio)

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