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    Cigana suspeita de envolvimento na morte de empresário envenenado cobrava R$ 1.000 por “amarração do amor”

    Suyany Breschak, se apresentava como Cigana Esmeralda e tinha milhares de seguidores nas redes sociais

    Thomaz Coelhoda CNN* Em São Paulo

    A cigana presa na última quarta-feira (29) por suspeita de envolvimento na morte de um empresário no Rio de Janeiro fazia sucesso nas redes sociais e chegava a cobrar até R$ 1.000 para fazer uma “amarração do amor”. Luiz Marcelo Antonio Ormond foi morto neste mês. A suspeita é de que ele tenha sido envenenado após comer um brigadeirão.

    Suyany Breschak utilizava na internet o codinome Cigana Esmeralda. Em uma rede social, ela tinha quase 700 mil seguidores. Na descrição, de uma dessas redes, ela dizia ser “cigana legítima de berço”.

    “Faço todos os trabalhos espirituais: amarração amorosa, casamento espiritual, cartas, búzios e tarô, limpeza espiritual, abertura de caminhos e pacto de prosperidade”, disse ela em uma postagem.

    Ela cobrava R$ 50 por consultas por chamada de voz e R$ 100 por vídeo. Ela dizia que as amarrações, realizadas em dias específicos, estavam “apenas R$ 1.000” para quem reservasse imediatamente.

    “Na minha consulta, não precisa você falar nada. Eu te revelo o presente, o passado, o futuro e ambas as partes da sua vida”, explicou a cigana em um vídeo. “Lembrando que meu WhatsApp é apenas para consultas pagas. Perguntas e respostas gratuitas são somente nas rodas de caridade”, acrescentou.

    Ela ainda reforçou que fazia os atendimentos entre segunda e sexta-feira, das 9h às 22h. “Trago seu amor mesmo estando com outro. Rastejando, implorando seu perdão, tendo olhos e prazer somente contigo na cama”, continuou.

    A cigana também fazia postagens ensinando “simpatias para o amor”. Outro tipo de conteúdo frequente nas páginas dela são comentários enviados por supostos clientes com relatos positivos sobre os serviços feitos por ela.

    Relembre o caso

    Suyany Breschak foi presa pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na última quarta-feira (29), por suspeita de envolvimento na morte do empresário Luiz Marcelo Antonio Ormond. O empresário foi encontrado morto em seu apartamento na zona norte do Rio de Janeiro no dia 20 de maio, em estado avançado de decomposição.

    A principal suspeita é a namorada do empresário, Júlia Andrade Cathermol Pimenta, que está foragida. Ela é acusada de ter dopado e matado Ormond e de ter enviado mensagens pelo celular da vítima para enganar amigos e familiares sobre seu paradeiro. 

    Suyany teria auxiliado Júlia a se desfazer dos bens do empresário, incluindo a venda de seu carro. Durante a prisão, Suyany confessou ter participado da ocultação dos pertences de Ormond e revelou que grande parte de seus ganhos vinha dos pagamentos de uma dívida de R$ 600 mil que tinha com a vítima. O caso segue sob investigação da 25ª DP do Rio de Janeiro.

    A CNN procurou a defesa de Suyany Breschak, mas não obteve retorno.

    Veja imagens do caso: