Com vacinação de profissionais da educação, Rio amplia tempo de aulas

Medida foi anunciada no dia em que prefeitura termina de vacinar profissionais da área com a primeira dose

Aluno na Escola Municipal Suíça, na Penha, na zona norte do Rio de Janeiro
Aluno na Escola Municipal Suíça, na Penha, na zona norte do Rio de Janeiro Foto: Daniel Resende/Enquadrar/Estadão Conteúdo (24.fev.2021)

Isabelle Saleme e Ana Lícia Soares, da CNN, no Rio de Janeiro

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Com o avanço da vacinação dos profissionais da educação, a prefeitura do Rio de Janeiro ampliou o tempo de atividades presenciais nas escolas. De acordo com as informações publicadas em Diário Oficial, as mudanças acontecem a partir da próxima segunda-feira (17).

Os estudantes matriculados no maternal I e II, na pré-escola e no ensino fundamental, em horário parcial, terão quatro horas diárias de atendimento presencial, totalizando 20 horas semanais de atividade escolar. Anteriormente eram 14 horas por semana.

Já os matriculados em turno único no maternal I e II e na pré-escola, nas unidades municipais e nas creches parceiras, e no ensino fundamental terão seis horas diárias de atendimento presencial, totalizando 30 horas semanais de atividade escolar. Ou seja, são 15 horas a mais por semana.

Secretário municipal da Educação, Renan Ferreirinha explicou que ainda não é o ideal, já que seria preciso aumentar mais um tempo de aulas por dia para atingir a carga horária de antes da pandemia. No entanto, houve avanços.

“Nós, após muitas escutas, trocando com nosso comitê científico, decidimos ampliar a carga horária de aulas presenciais dos nossos estudantes a partir da próxima segunda-feira. Aqueles que estudam em escolas de turno parcial terão de 3h para 4h diárias de aulas presenciais, totalizando 20h por semana. E quem estuda em turno único, passará para 6h diárias, totalizando 30h. Ainda não é o ideal, lembrando que a gente ainda tem um tempo de aula por dia para conseguir totalizar a carga horária máxima, mas já é um grande avanço”, disse Ferreirinha.

Segundo o texto publicado no Diário Oficial, as crianças matriculadas no berçário, nas unidades municipais e nas creches parceiras, tanto em horário parcial quanto turno único, terão três horas diárias de atendimento presencial, totalizando 15 horas semanais.

E os estudantes que fazem parte da metodologia de ensino presencial da Educação de Jovens e Adultos, no EJA I, que retornarem ao ensino presencial, terão quatro horas de aulas e demais atividades pedagógicas por quatro dias na semana, totalizando 16 horas semanais.

Os estudantes matriculados na EJA II terão quatro horas de aulas e demais atividades pedagógicas por 5 dias na semana, totalizando 20 horas semanais.

De acordo o secretário, das 1543 escolas municipais da rede, 96% (1482) oferecem ensino híbrido, ou seja, presencial e à distância. Ferreirinha afirma ainda que a taxa de interesse pelas aulas presenciais chega a 75% entre as famílias.

Apesar da ampliação do horário de atendimento no ensino presencial, a Secretaria Municipal de Educação garante que os alunos que não retornarem as aulas presenciais terão a mesma garantia de ensino que quem retornar.

No entanto, os responsáveis que optarem por manter os alunos em casa deverão comunicar oficialmente à unidade de ensino. Caberá a intuição o fornecimento das atividades remotas ao mesmo tempo em que elas são propostas em sala.

A pasta também liberou a diminuição do distanciamento mínimo entre as carteiras de 1,5m para 1m, segundo recomendação do conselho científico da prefeitura.

Considerando o protocolo sanitário estabelecido na capital, caso a demanda pelo retorno presencial de cada turma supere a capacidade da sala de aula, a unidade escolar deverá adotar um revezamento semanal de grupos de estudantes por turma.

Já nas creches, se a demanda de retorno for maior que a capacidade de atendimento, as unidades deverão oferecer duas opções de horários diferentes.

Até a manhã desta quarta-feira, 112.855 profissionais da educação já haviam sido vacinados na capital fluminense. O Secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz, disse que as aulas são essenciais para o desenvolvimento das crianças mas lembrou que os cuidados relacionados à prevenção ainda são necessários.

“A grande maioria dos professores tomou só a primeira dose da vacina. E a gente só considera a imunização totalmente completa 14 dias após a segunda dose. É claro que os professores mais idosos e os professores com comorbidades, alguns já tomaram a segunda dose da vacina. Ainda tem que se ter cautela, precisa se respeitar as medidas de distanciamento, a utilização da máscara e evitar qualquer tipo de contato desnecessário.”

 

 

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