Conselho de Corregedores divulga nota de repúdio à operação no Jacarezinho

Nota afirma violação da decisão do STF que proibia operações em comunidades na pandemia

Operação policial deixou pelo menos 25 mortos nas proximidades da estação Jacarezinho
Operação policial deixou pelo menos 25 mortos nas proximidades da estação Jacarezinho Foto: Vanessa Ataliba/Zimel Press/Estadão Conteúdo

Beatriz Puente*, da CNN, no Rio de Janeiro

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O Conselho Nacional das Corregedorias Gerais das Defensorias Públicas dos Estados, Distrito Federal e União, divulgou uma nota de repúdio à operação da Polícia Civil, no Jacarezinho, Zona Norte do Rio, que deixou 28 mortos na última quinta-feira (6). No texto, o presidente, Marcus Edson de Lima, ressaltou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de proibir operações em comunidades durante a pandemia.

“De forma desrespeitosa a essa decisão, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro deflagrou, conforme relatado pela imprensa e de conhecimento de todos no país, uma das maiores violações aos Direitos Humanos já ocorridas em operações do tipo em comunidades carentes, e a mais letal de toda a história do Estado fluminense, confiscando celulares de moradores, arbitrariamente invadindo residências com o pretexto de suspeita de tráfico de drogas e provocando mortes.”

Em nota, o Conselho também afirmou que “não há nenhum motivo que justifique tamanha violação aos Direitos Humanos” e prestou solidariedade as famílias atingidas. O documento também afirmou que a Defensoria Pública estará de portas abertas para responsabilizar os culpados pelas mortes. 

Na operação realizada na semana passada, o policial civil André Frias foi morto com um tiro na cabeça e outras 27 pessoas, que segundo a polícia seriam suspeitas de ligação com o tráfico de drogas, foram mortas. A Polícia Civil informou que 25 dos 27 mortos possuem antecedentes criminais.

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