Contra variantes, cidades com aeroporto pedem barreiras sanitárias ao governo

Sem autonomia para estabelecer certas restrições, os prefeitos querem intervenção do governo federal

Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro

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Prefeitos e secretários de saúde de cidades aeroportuárias decidiram pedir uma ação mais efetiva para o Ministério da Saúde e para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Um ofício direcionado ao ministro Marcelo Queiroga (Saúde) reforça a necessidade de um maior controle com os viajantes que chegam de países como a Índia, onde foi encontrada uma nova variante do coronavírus.

A decisão foi tomada por representantes de 15 cidades (veja lista abaixo) em uma reunião com a Frente Nacional dos Prefeitos na manhã desta terça (1º), mas outras cidades podem acabar endossando o coro por mais restrições.

O impasse dos gestores é a atuação em áreas aeroportuárias, como as controladas pela Infraero. Sem autonomia para estabelecer certas restrições, os prefeitos querem intervenção do governo federal. Alguns prefeitos se mostraram favoráveis ao pleito defendido pela cidade de Guarulhos, que pediu o fechamento do aeroporto internacional por 15 dias na tentativa de frear a circulação de estrangeiros no Brasil.

Ao longo da reunião também foi defendida a aceleração da vacinação de quem trabalha em portos e aeroportos, já priorizada pelo Ministério da Saúde, e a autorização para que cidades nessas condições possam comprar vacinas por conta própria, criando “cinturões” de bloqueio à Covid-19.

Uma das queixas dos prefeitos é a falta de um protocolo nacional para lidar com viajantes e variantes. Justamente por isso, o pedido deve também ser direcionado à Anvisa, que pode alterar e criar medidas sanitárias nacionais com o objetivo de aprimorar os filtros de testagem, isolamento e quarentena de suspeitos.

O grupo pede atualização dos protocolos de barreiras sanitárias, aumento da testagem de passageiros, instituição de quarentena de 14 dias em hotéis e vacinação de todos os trabalhadores dos aeroportos internacionais, inclusive de lojas e restaurantes. Segundo o documento, essa série de medidas tem como objetivo evitar medidas mais drásticas, como o fechamento do espaço aéreo. 

Veja abaixo a lista de cidades que pediram barreiras sanitárias:

Belém (PA)
Campinas (SP)
Confins (MG)
Curitiba (PR)
Florianópolis (SC)
Fortaleza (CE)
Foz do Iguaçu (PR)
Guarulhos (SP)
Maceió (AL)
Manaus (AM)
Porto Alegre (RS)
Recife (PE)
Rio de Janeiro (RJ)
São Gonçalo do Amarante (RN)
São Paulo (SP)

Movimento no Aeroporto Santos Dumont, no Rio
Movimento no Aeroporto Santos Dumont, no Rio
Foto: Isabelle Saleme/CNN

 

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