RJ avalia uso de testes rápidos para detecção da Covid-19 em aeroportos

Objetivo é conter a transmissão da cepa do coronavírus originária da Índia

Pauline Almeida, Thayana Araújo e Iuri Corsini, da CNN, no Rio de Janeiro
31 de maio de 2021 às 07:21 | Atualizado 31 de maio de 2021 às 08:46

O governo do Rio de Janeiro deve anunciar nesta segunda-feira (30) novas medidas sanitárias para conter a disseminação da cepa originária da Índia. Uma das possibilidades estudadas é o uso de testes rápidos para detecção da Covid-19 nos aeroportos. O secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, informou que as ações serão decididas durante a manhã em acordo com o Ministério da Saúde.

O Rio de Janeiro é um dos três estados com casos confirmados da variante da Índia, juntamente com Maranhão e Minas Gerais. Trata-se de um homem de 32 anos que viajou ao país asiático. Os testes rápidos seriam uma alternativa diante do tempo necessário para o RT-PCR, com o objetivo de evitar o trânsito de infectados, como aconteceu no último dia 22. 

Contaminado com a cepa originária da Índia, o viajante fez o teste em laboratório ainda em Guarulhos, onde desembarcou do voo intercional, mas seguiu viagem sem saber o resultado. Ainda se deslocou para a cidade de Campos dos Goytacazes, onde mora, antes de retornar à capital para o isolamento em que ainda permanece. Autoridades de saúde fluminenses monitoram quarenta e três pessoas que tiveram contato com o homem – 29 delas na capital e 14 em Campos dos Goytacazes, na região norte.

Campos ainda avalia uma 15ª pessoa: um homem de 50 anos, que chegou ao Brasil na última quarta-feira (26) em um voo da Índia. Nesta segunda-feira, a prefeitura encaminha o segundo exame de RT-PCR feito por ele ao Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ). O primeiro deu negativo. O trabalhador permanece isolado em um hotel sanitário, como medida preventiva, e não apresenta sintomas.

Além das autoridades estaduais, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro mantém tratativas com o Ministério da Saúde sobre ações de bloqueio e rastreio da cepa originária da Índia desde a última terça-feira (26), quando foi confirmada a infecção pelo Instituto Adolto Lutz, em São Paulo. 

O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, informou que aguarda a publicação de uma nota técnica da Anvisa sobre portos e aeroportos. Já em relação à rodoviária, ele declarou que não devem ser feitas ações de bloqueio, neste momento, devido ao baixo fluxo de pessoas de outros países. 

Na última semana, o estado do Rio de Janeiro recebeu novos lotes de vacinas contra o coronavírus, com parte destinada especificamente aos trabalhadores do transporte aéreo e portuário. A Prefeitura do Rio informou que finaliza o planejamento para iniciar a imunização desses grupos.

A Companhia Docas do Rio de Janeiro, que administra os portos da capital, Itaguaí, Niterói e Angra dos Reis e reúne cera de 19 mil trabalhadores, informa que tem aplicado todas as medidas de controle sanitário nas operações, atendendo às recomendações da Anvisa. O presidente Francisco Antonio de Magalhães Laranjeira defendeu a necesssidade da vacinação dos profissionais. 

"Os trabalhadores portuários são essenciais para o funcionamento dos nossos portos. Nesse período de pandemia, eles mantiveram nossos portos em movimentação e ainda contribuíram para o crescimento. A antecipação da vacina é o reconhecimento da importância desses profissionais", destacou.