Covarde e tacanho, diz Mandetta sobre acusações de Bolsonaro de hospitais vazios

Ex-ministro da Saúde também criticou a presença de militares no comando da pasta

Da CNN, em São Paulo

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Em uma live com o presidente do conselho deliberativo do Hospital Albert Einstein, Claudio Lottenberg, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta criticou fortemente o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por sua fala que incentivou apoiadores a invadirem hospitais ao redor do país sob a alegação de que estariam vazios.

“Primeiro o presidente quis colocar a culpa na China, mas falaram para ele recuar pois dependemos economicamente deles. Depois tentou culpar a OMS [Organização Mundial da Saúde], vital para nosso intercambio de saúde, mau negócio. Depois brigou comigo dizendo que os números estão inflados. Ele vai brigar com o planeta Terra para culpar alguém, agora fala dos hospitais. Covarde, muito covarde. Muito pequeno, muito tacanho”, afirmou o ex-ministro.

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Mandetta também criticou a presença de militares no Ministério da Saúde, alegando que no momento “temos uma ocupação militar no ministério”. Ele também disse que a lógica militar não condiz e não é ideal para o órgão.

“O que está na cabeça do militar é a promoção militar, que se dá a prestar serviços para seus superiores. Os militares não têm formação técnica. São bons para organizar os eventos, as guerras, mas são pouco afeitos a sistemas de saúde.”

(Edição: André Rigue)

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