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    Covid-19 teve o papel de escancarar desigualdades nos EUA, diz teólogo

    Para Ronilso Pacheco, imagem que os Estados Unidos passam para o mundo é diferente da realidade do país

    Da CNN, em São Paulo

    Com o décimo dia de protestos contra a violência policial nos Estados Unidos, motivados pela morte de George Floyd após uso excessivo da força por policial, a CNN entrevistou o teólogo pela PUC-Rio, Ronilso Pacheco. Apresentado a números do Instituto Peterson que mostram que 74% da população negra sofreu impactos econômicos durante a pandemia e 25% deste grupo perderam seus empregos – caso de George Floyd – Pacheco diz que a Covid-19 mostrou aos Estados Unidos a desigualdade presente no país.

    “A pandemia vem escancarar uma desigualdade intrínseca da estrutura econômica dos Estados Unidos, e mostra que a segregação praticada lá ainda tem seus reflexos. Os EUA é um país com desigualdades profundas e calcadas nos negros.”

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    Ele ainda trouxe outros números sobre a desigualdade no país norte americano, e relembrou que o número de  pobres nos Estados Unidos atualmente é maior do que o número na década de 1960, quando surgiu o movimento por direitos civis.

    “Se vc pensar que os EUA tem quase 140 milhões de pessoas muito pobres, o maior número desde a década de 1960 e 550 mil pessoas sem teto, você entende que a realidade é diferente da imagem que passam para os estrangeiros sobre o país.”

    (Edição: Diego Freire)